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Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

A descoberta da fotossíntese



Até o século 17, os cientistas imaginavam que o solo era o responsável pelo fornecimento de todos os nutrientes necessários ao crescimento dos vegetais. Foi nessa época que o médico e alquimista Jan Baptist van Helmont (1580-1644) concluiu que essa ideia não era verdadeira. Durante cinco anos, ele forneceu água a um pequeno salgueiro. Passado esse tempo, verificou que a terra perdeu 57 gramas, enquanto a planta saltou de 2 para 75 quilos. Van Helmont concluiu que era a água que fornecia os nutrientes necessários para o crescimento da planta.

Em 1772, o químico inglês Joseph Priestley (1733-1804) descobriu que as plantas poderiam "restaurar o ar que havia sido danificado pela queima de uma vela". Ao colocar uma vela coberta por um jarro, percebeu que a chama apagava rapidamente. Em seguida, Priestley colocou um camundongo no mesmo recipiente em que estava a vela. Resultado: o animal morreu. Num terceiro momento, ele colocou um ramo de hortelã no jarro e dez dias depois conseguiu acender a vela. Finalmente, ele pôs um camundongo no recipiente onde já estavam a vela e a hortelã. Desta vez, o ratinho sobreviveu. Graças a essas experiências, o químico concluiu que "nenhum vegetal cresce em vão, pois limpa e purifica nossa atmosfera".

O físico Jan Ingenhousz (1730-1799) confirmou o trabalho de Priestley em 1778. Ele observou que a luz era responsável pela 'restauração do ar' e descobriu que somente as partes verdes da planta 'restauram' o ar. Anos mais tarde, ele formulou a hipótese de que a planta trocava 'ar de má qualidade' por 'ar de boa qualidade'. Ele sugeriu que, na presença da luz solar, uma planta consumia gás carbônico, eliminava oxigênio e guardava o carbono como fonte de alimento. O cientista Nicolas Theodore de Saussure (1767-1845) demonstrou que há troca de volumes iguais de oxigênio e gás carbônico durante a fotossíntese e que a planta retém carbono e ganha peso.

Amazônia: o pulmão do mundo?
Você já ouviu dizer que a Amazônia é o pulmão do mundo? Até algum tempo atrás, acreditava-se que, pelas dimensões da floresta, a região Amazônica seria a grande responsável pela manutenção dos níveis de oxigênio da Terra. No entanto, depois de algumas pesquisas, foi descoberto que os oceanos na verdade são responsáveis pela produção do oxigênio que nós respiramos. Porém, também não é certo dizer que "os oceanos são o pulmão do mundo", visto que o pulmão na verdade consome oxigênio, e não produz. Os oceanos apresentam um grande número de algas, macroscópicas e microscópicas (fitoplâncton), e, apesar de existirem nas cores azul, verde, marrom, amarelo e vermelho, todas as algas têm clorofila e fazem fotossíntese. Esses organismos são tão numerosos que se atribui à sua fotossíntese a maior parte do oxigênio existente no planeta. Além disso, as árvores de grande porte da Floresta Amazônica junto com os animais que lá habitam consomem na sua respiração a maior parte do oxigênio produzido na fotossíntese, liberando para o ambiente apenas uma parcela muito pequena desse gás.

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