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Guerra declarada

A indústria do cigarro é uma máquina de dinheiro. Por ano, são fabricados 6 trilhões de cigarros no mundo, o que dá a impressionante média de mil unidades para cada habitante da Terra. Até pouco tempo atrás, o alvo das indústrias do tabaco eram os países desenvolvidos. Agora, voltam a mira para os países pobres. A mudança deve-se, em grande parte, às dificuldades impostas pela legislação nas nações ricas. Os governos dos Estados Unidos e de muitos países da Europa estão fechando o cerco à publicidade de cigarros – em alguns casos, proibindo anúncios em eventos esportivos, jornais, revistas e TV. A saída para os fabricantes, então, é investir onde o caminho ainda está aberto. Os Estados Unidos foram o primeiro país a restringir a propaganda de cigarros ao vetá-la na mídia eletrônica em 1969. Em 1975, a Noruega bania completamente esse tipo de publicidade. Nos anos seguintes, mais 26 países optaram pelo mesmo caminho, entre eles Nova Zelândia, França e Finlândia. Pesquisas mundiais comprovam que a proibição da propaganda de cigarros, aliada ao cerceamento dos fumantes e às campanhas de prevenção, ajuda a reduzir o consumo.

A briga brasileira

No Brasil, passou a ser obrigatório, a partir de 1995, o uso de tarjas de advertência do Ministério da Saúde alertando para os males do cigarro. Em 1999, foram criadas cinco novas mensagens, seguidas da expressão "O Ministério da Saúde adverte": "Fumar causa câncer de pulmão"; "Fumar provoca infarto do coração"; "A nicotina é uma droga e causa dependência"; "Fumar causa impotência sexual"; "Crianças começam a fumar ao verem os adultos fumarem". Além disso, o governo estipulou uma taxa de impostos do cigarro – atualmente, mais de 70% do preço do maço são impostos. Quanto mais alto o valor, mais caro se torna o hábito de fumar. É uma forma de deter o avanço no número de fumantes.
 
Campanha do Ministério da Saúde lembra que "cigarro faz mal até na propaganda"


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