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Hábito milenar

O costume de fumar é muito antigo. O tabaco é um produto originário do continente americano. Há indícios de que os maias – civilização pré-colombiana da América Central – já plantavam tabaco no início da Era Cristã. Os índios norte-americanos devem ter conhecido o fumo por volta do ano 1000. Os europeus só tiveram contato com o produto no século XV, após as expedições portuguesas e espanholas à América. Em 1558, o rapé – tabaco em pó para ser cheirado – já era vendido nos mercados de Lisboa. A produção de tabaco em escala industrial começou no final do século XIX, quando passou a ser vendido em maços. O que era um hábito acabou virando moda. Dos homens que nasceram em 1900 nos Estados Unidos, 80% viraram fumantes. A primeira vez que um estudo sugeriu a ligação entre o tabagismo e o câncer de pulmão foi em 1927, na Inglaterra. Porém, foi na década de 1960 que o governo americano lançou um documento oficial reportando os malefícios do cigarro. Era apenas o começo de uma longa batalha contra a indústria tabagista.

Verdades e mentiras

• Cigarro melhora a memória.

Mentira. A nicotina atua como estimulante, porém não tem ação direta na memória. Inclusive, se o fumante ficar um tempo sem nicotina, a dependência faz com que ele perca facilmente a concentração.
 
• Quem fuma sente mais prazer em comer.

Mentira. O hábito de fumar causa inflamação das papilas gustativas e dos nervos olfativos. Depois de um tempo, o fumante quase não sente cheiros ou sabores.
 
• Quem para de fumar engorda.

É uma meia verdade. A maioria das pessoas ganha alguns quilos nos primeiros meses após deixar de fumar, pois substituem o cigarro pela comida em crises de ansiedade. Se o ex-fumante buscar alternativas mais saudáveis, como a prática de um exercício em ataques de ansiedade, a tendência é não engordar.
 
• Cigarro pode causar impotência.

Verdade. Com o estreitamento e o endurecimento das artérias causados pela nicotina, torna-se mais difícil manter a ereção do pênis. Com o tempo, o fumante pode ficar impotente.

Lugar de cigarro é no lixo

A melhor forma de evitar o vício do cigarro é não começar a fumar. A chance de um fumante largar o hábito por conta própria é mínima. Segundo um estudo da OMS, 74% dos fumantes desejam parar, mas não conseguem e, dos que abandonam o vício, 80% voltam a fumar em 5 anos. A médica Jaqueline Scholz Issa, do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, diz que existem várias formas para largar o cigarro utilizando a nicotina terapêutica em forma de goma de mascar, adesivos e outros. Dependendo da estratégia escolhida, o fumante deve parar abruptamente com o cigarro ou ir reduzindo aos poucos. Se uma pessoa fuma um maço (20 cigarros) por dia durante 5 anos, vai precisar de 2 anos para ter seus pulmões "restaurados". Quem fuma por mais de 20 anos ainda pode reduzir em 80% as chances de desenvolver câncer e problemas cardíacos se parar de fumar. Se você fuma ou conhece alguém que tenha esse hábito, experimente ou sugira as dicas e truques a seguir.

Veja aqui a cardiologista do Incor falando sobre como parar de fumar.



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