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Soros e vacinas

acervo klick
Ampolas de soro antiofídico produzido
no Instituto Serumtherápico, antigo nome do Instituto Butantan
O Instituto Butantan produz soros contra venenos de serpentes e outros animais peçonhentos e vacinas variadas para combater agentes infecciosos. Entre as vacinas produzidas pelo Butantan estão as de prevenção contra tétano, difteria e hepatite B. 
 
Prevenção e tratamento
 
Soros e vacinas são produtos de origem biológica usados na prevenção e tratamento de doenças. A diferença entre esses dois produtos está no fato de os soros já conterem os anticorpos necessários para combater determinada doença ou intoxicação, ao passo que as vacinas contêm agentes infecciosos (micróbios mortos ou de virulência abrandada) incapazes de provocar a doença, e que induzem a produção de anticorpos pelo organismo da pessoa vacinada. Toda a produção de soros e vacinas do Instituto Butantan é enviada ao Ministério da Saúde, que faz a distribuição dos produtos às secretarias de saúde dos estados.

Fique ligado!

O veneno para a produção de soro é retirado da cobra viva, sem machucá-la, por técnicos habilitados e treinados para identificar e manusear serpentes. De acordo com as especificações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as serpentes recebem instalações climatizadas de acordo com as necessidades de cada espécie.

 
Antídotos

Vital Brasil descobriu que cada tipo de veneno ofídico requer um antídoto específico, preparado com o veneno do mesmo tipo de serpente que causou o acidente. O desenvolvimento da soroterapia, que começou com os experimentos de Vital Brasil em 1920, consiste na aplicação no paciente de um soro formado por um concentrado de anticorpos. No caso de envenenamento por cobra, o soro é utilizado para combater a toxina do seu veneno.
 
  
Produção

A primeira etapa de produção de soros antipeçonhentos é a extração do veneno. Após a extração, a peçonha é submetida a um processo chamado liofilização, que desidrata e cristaliza o líquido. O veneno cristalizado é diluído e injetado em um cavalo em doses e concentrações crescentes durante 40 dias. Esse processo é chamado de hiperimunização. Depois desse período, o cavalo é submetido a uma sangria, em que uma amostra do sangue é retirada para medir o nível de anticorpos produzidos em resposta à injeção do veneno. Quando o teor de anticorpos atinge o nível desejado, é realizada a sangria final, retirando-se 15 litros de sangue de um cavalo de 500 quilos. No plasma, parte líquida do sangue, são encontrados os anticorpos. O soro é obtido a partir da purificação e concentração desse plasma. As hemácias, que formam a parte vermelha do sangue, são devolvidas ao animal. Essa técnica de reposição reduz os efeitos colaterais provocados pela sangria.
 
 
Você sabia?

O Instituto Butantan sempre investiu na pesquisa de medicamentos biológicos para uso humano. Existem pesquisas e produções de diversos remédios, como um utilizado em bebês prematuros. Os bebês que nascem antes do tempo não têm seus pulmões totalmente desenvolvidos e, por falta de uma substância lubrificante que facilita o ato de inspirar e expirar, o surfactante pulmonar, podem acabar morrendo. A produção do surfactante pelo Instituto pode evitar a morte de 15 mil prematuros todos os anos.


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