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Os mais rápidos

O que os polvos têm de espertinhos, as lulas têm de velozes. Movem-se no fundo dos oceanos com muita graça e destreza, sendo exímias caçadoras.

As lulas possuem dez pernas, das quais duas são mais compridas: são os chamados tentáculos
 
 
Vida comunitária

Alguns polvos são muito pequenos – pouco ultrapassam 20 cm. Outros são gigantes, podendo alcançar 25 metros
Se os polvos são conhecidos pela inteligência, suas primas, as lulas, são famosas pela velocidade e agilidade. Muito sociáveis, gostam de nadar em duplas ou grupos, em geral de costas, utilizando potentes jatos de água como motores. São conhecidas, até hoje, mais de 300 espécies desses animais. Entre as menores está a Loligo pealei, encontrada na costa da América do Norte, que mede de 20 a 50 cm. Já as chamadas lulas gigantes – do gênero Architeuthis – são os maiores invertebrados conhecidos dos oceanos. Até hoje os cientistas não sabem dizer seu tamanho máximo, mas calculam algo em torno de 25 metros de comprimento.

Difíceis informações

A dificuldade em obter informações sobre as lulas gigantes vem de um fato simples: elas vivem entre 300 e 1000 metros de profundidade. São encontradas na superfície quando estão mortas, com os tentáculos em parte devorados por peixes, ou então dentro do estômago de baleias cachalotes capturadas. Mesmo assim, os "pedaços" encontrados em várias partes do mundo dão uma ideia do tamanho do bichão.

Durante muito tempo as lulas foram consideradas seres monstruosos, que atacavam e destruíam embarcações
Animal lendário

Se a ignorância sobre as lulas gigantes é grande agora, imagine como não era na época das grandes navegações. De repente, um marinheiro via um tentáculo de uma lula morta flutuando na água e sua imaginação enxergava uma serpente marinha feroz. Assim surgiram lendas terríveis, de lulas gigantes, que originaram a lenda do famoso 'Kraken', e serpentes marinhas que atacavam navios e devoravam tudo o que viam pela frente. Os vikings acreditavam que as lulas eram capazes de girar seus tentáculos rapidamente e criar vendavais e rodamoinhos mortais. A grande lula assassina foi imortalizada nas páginas do romance Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne. Na história, uma lula monstruosa ataca o navio Náutilus, e a equipe só sobrevive graças à perícia do capitão Nemo. Hoje, os cientistas sabem que cenas como essas pertencem à literatura. Na vida real, jamais houve relatos de lulas gigantes atacando navios.
 
Fotografia rara
 
Imagens da lula gigante são raras. Em 1997, por exemplo, o oceanógrafo Clyder Roper empreendeu uma excursão ao litoral da Nova Zelândia em busca de uma fotografia inédita do bicho. Fracassou. Já em dezembro de 2001, enquanto investigava o solo oceânico no Golfo do México a bordo de um minissubmarino, o também oceanógrafo William Sager, da Texas A&M University, deu de cara com uma lula gigante. "Eu já vi um monte de lulas. Mas esta era diferente", contou o pesquisador à revista Science. "Tinha tentáculos finos que se estendiam por 5 a 7 metros, mais de dez vezes o tamanho do seu corpo. Nunca vi uma criatura parecida." Em 2008, uma lula gigante foi registrada em um vídeo da Petrobrás, quando o animal fica aparentemente preso em uma sonda de perfuração. São muito raras as aparições deste animal para nós.



Mas o que sabemos sobre elas?
 
As lulas têm dez braços, dois dos quais são chamados tentáculos. Mais compridos, os tentáculos terminam em forma de espátula, uma espécie de ferramenta usada para a alimentação. Os olhos imensos – proporcionalmente ao restante do corpo – são bem desenvolvidos. Isso leva os pesquisadores a imaginar que as lulas são exímias caçadoras aquáticas. E para fugir do perigo? Da mesma maneira que seus primos polvos, elas espalham tinta escura na água para confundir seus predadores.
 


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