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Colunas de ar

Agora, imagine que todo esse ar que envolve nosso planeta tem um peso e exerce uma pressão sobre o que fica abaixo. Pressão atmosférica é, portanto, o nome que se dá a essa força que a atmosfera exerce sobre todas as coisas. Essa pressão não é a mesma em todos os pontos da Terra. Ela varia de acordo com a altitude. Se você estiver numa praia, isto é, ao nível do mar, onde a altitude é zero, a coluna de ar sobre sua cabeça será maior do que a coluna de ar sobre alguém que esteja numa montanha a 1.000 metros de altitude. Além disso, à medida que subimos, a pressão do ar diminui porque a quantidade de partículas de ar é menor. Ou seja, se a coluna de ar é maior, a pressão atmosférica também é.

Adaptação arte
Num lugar em que a altitude é maior, o organismo está sob uma pressão menor porque a coluna de ar que está sobre ele é menor
 

Forças em equilíbrio 
 
Por que o ar não vai embora? Da mesma forma que a Terra puxa para si tudo o que está ao seu redor, por meio da força da gravidade, ela também atrai a atmosfera que a envolve. Você agora deve estar se perguntando como é possível que não sejamos esmagados por essas imensas colunas de ar. É simples: não percebemos a pressão atmosférica porque ela age em todos os sentidos. O ar também penetra em nosso corpo e faz pressão de dentro para fora. A pressão no interior do organismo é igual à pressão externa, resultando num equilíbrio. Por isso ninguém é esmagado nem explode. Mas há uma situação em que é fácil perceber as diferenças de pressão: quando você desce a serra em direção ao litoral. Os ouvidos ficam tampados devido à diferença de pressão – a pressão externa fica maior e a interna, tenta se igualar. Quando elas se igualam, os ouvidos destampam.


Oxigênio nas alturas

O ar é uma mistura de muitos gases, principalmente nitrogênio
(N2) e oxigênio (O2). Como o oxigênio é mais pesado, ele se concentra nas camadas mais baixas. À medida que subimos, o ar vai ficando rarefeito, isto é, menos concentrado. Isso acontece com todos os gases, inclusive com o oxigênio que respiramos. Por isso, algumas pessoas que vivem à beira-mar se sentem mal quando vão para uma cidade localizada numa montanha. Como a quantidade de ar disponível em cada inspiração é menor, é preciso inspirar mais vezes para compensar até que o organismo se acostume com a altura. Isso pode ser facilmente percebido, por exemplo, quando jogadores de futebol disputam uma partida em uma cidade como La Paz, na Bolívia, a 3.660 metros de altitude. Os atletas se cansam rapidamente e se queixam de falta de ar. Porém nosso organismo se acostuma com as novas situações: quando vamos para um local mais alto, onde o ar é mais rarefeito, nossa medula produz mais glóbulos vermelhos para que seja possível transportar mais oxigênio para nosso corpo.
 
Para saber mais
A experiência de Torricelli (Universidade Federal do Ceará): www.fisica.ufc.br/tintim5-2.htm 
 


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