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O homem da limpeza

Osvaldo Cruz: luta pela saúde pública
Uma medida simples e eficaz contra diversas doenças é manter boas condições de higiene. Mas se hoje, com todas as informações divulgadas pela mídia, já é difícil executá-la, imagine no começo do século, quando a comunicação entre as pessoas era bem mais precária. O médico e sanitarista Osvaldo Cruz (1872-1917) que o diga. Pioneiro no estudo das moléstias tropicais, ele sabia que a falta de saneamento básico era o caminho mais curto para gerar epidemias, dentre elas a febre amarela, a peste bubônica e a varíola, que não são causadas por vermes. Como diretor do Departamento Nacional de Saúde Pública, ele coordenou, em 1903, uma campanha sanitária para a erradicação da febre amarela e da varíola no Rio de Janeiro. O programa previa a remoção dos moradores dos morros centrais para bairros afastados. Mal informada, a população se revoltou, causando enorme tensão social. Na política, as coisas também estavam conturbadas. O Congresso aprovou, em 31 de outubro de 1904, a lei que obrigava a vacinação contra a varíola, o que provocou uma insurreição popular – o episódio ficou conhecido como Revolta da Vacina. Como resultado, o presidente Rodrigues Alves revogou a Lei da Vacina em 16 de novembro, duas semanas depois.


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