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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A bênção do boi

Cada boi tem um ritual próprio e sede com altar dedicado aos santos juninos: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. Os primeiros ensaios começam já no Sábado de Aleluia, dia anterior à Páscoa. No dia de Santo Antônio, 13 de junho, é feito o ensaio-geral. Na véspera de São João, o boi é batizado, para não sair pagão às ruas. O ritual é comandado pelo cantador-mor. O boi é colocado no altar cercado pelos padrinhos e recebe água benta e oração. Depois de abençoado pelo Santo, ganha um novo 'couro', todo desenhado e bordado. O boi sai pela vizinhança e a festa começa.  
 
Comemorando com os santos
 
O auge dos festejos acontece no dia 24, na festa de São João. Já no dia de São Pedro, 29 de junho, é feita uma procissão de barcos pela Baía de São Marcos, e todos os bois se encontram na praça de São Pedro, no bairro de Madre de Deus. A comemoração se estende até o dia seguinte, dia de São Marçal, quando os grupos finalmente se dispersam.

Os sotaques dos bois

No Maranhão, os bois são divididos em quatro 'sotaques': de zabumba, de orquestra, de matraca e de pindaré. O mais comum é o de matraca, pequena tábua de madeira que, batida uma contra outra, produz um som estridente. As matracas são acompanhadas por pandeirões e tambores de onça (tipo de cuíca de som grave). O boi de matraca é considerado o mais democrático de todos, pois aceita ser acompanhado por pessoas que não estão com a roupa do grupo. O boi de orquestra é o mais moderno: usa clarinetes, saxofones, banjos e pistões. Esses instrumentos também são usados pelo boi de pindaré, só que num ritmo mais lento. De percussão mais rústica, o boi de zabumba é o que tem maior influência africana. Seus tambores, chamados tantás, são acompanhados por pandeirinhos e maracás. 


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