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Cordões, blocos e ranchos

Os blocos eram a forma mais democrática de se comemorar o Carnaval. Sem coreografia ou enredo, reuniam vizinhos, famílias ou grupos de amigos tanto no Rio quanto em São Paulo. Na foto, o bloco Carijó, no Carnaval de 1936, em Indaiatuba, interior de São Paulo
O desfile das grandes sociedades – que costumava reunir centenas de espectadores – era conhecido como Grande Carnaval. Mas havia também o Pequeno Carnaval, do qual participavam grupos formados pelas camadas mais humildes da população: eram os cordões, blocos e ranchos.

Os cordões eram grupos de foliões mascarados, comandados pelo som do apito de um mestre e que dançavam pela rua ao som de um conjunto de percussão. O primeiro cordão, Os Invisíveis, foi fundado no final do século XIX, mas em pouco tempo surgiram outros, inclusive o famoso Rosas de Ouro, para o qual Chiquinha Gonzaga compôs a música Ô Abre Alas.


Já os blocos tinham caráter mais improvisado, sem coreografia ou enredo definido: apenas um grupo de amigos que queria sair cantando e dançando pelas ruas. O rancho era uma espécie de cordão mais organizado, que contava com a presença de mulheres e instrumental mais rico, como violões, cavaquinhos, clarinetes e flautas. E com um elemento que depois estaria presente nas escolas de samba: o porta-estandarte. Esses grupos todos, cada um com sua característica, seriam a semente da qual brotaria a mais famosa criação da cultura nacional: a Escola de Samba.
 


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