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A festa no Brasil

No Brasil, o primeiro cortejo de Corpus Christi aconteceu em 1549, logo após a fundação de Salvador, e foi organizado pelo governador-geral do Brasil, Tomé de Souza, e pelo padre Manoel da Nóbrega. No início, os moradores que não participassem da procissão corriam o risco de pagar uma multa de 6 mil réis. A tradição de enfeitar as ruas para a passagem da procissão começou com a própria freira Juliana, que usava flores para decorar as ruas de Liège durante as primeiras celebrações, e foi trazida ao Brasil pelos portugueses.
 
Por aqui, a decoração foi enriquecida com tapetes feitos de bordados, folhas, grãos de cereais, pó de café e outros materiais. Em geral, eles têm temas religiosos, mas alguns também são um alerta para os problemas do país, como violência, desemprego, corrupção etc. Dependendo da procissão, os tapetes podem ter vários quilômetros de extensão.

Atualmente, as procissões são mais comuns em cidades do interior do país e atraem não só fiéis como também vários turistas interessados em ver os tapetes. Entre algumas tradicionais festas de Corpus Christi, podem ser citadas as de Itapecerica da Serra e Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo, e Castelo, no Espírito Santo. Em Itapecerica da Serra, os preparativos começam dois meses antes, com o tingimento da serragem e concursos em escolas para selecionar os trabalhos a serem reproduzidos nas ruas.

As procissões de celebração do Corpus Christi possuem ainda um significado muito especial para os católicos, pois remontam a relatos do Antigo Testamento, quando o povo escolhido de Deus peregrinou no deserto em busca da terra prometida e foi alimentado com o maná, um 'pão' enviado do céu. Hoje, os fiéis continuam em peregrinação, rumo à terra prometida, e são alimentados pelo corpo de Cristo.



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