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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Congada e cateretê

Essas duas danças são praticadas no Brasil desde a época da Colônia, graças ao incentivo dos jesuítas. A congada era usada na catequização dos negros, e o cateretê na dos índios.
 
Congada

O bem e o mal se enfrentam mais uma vez. Desta vez, representados por cristãos e mouros. Grupo enfrenta grupo, numa batalha que tem sempre um único vencedor: os cristãos. Os perdedores são batizados e convertidos. E todos se unem num louvor conjunto a São Benedito, padroeiro dos negros. Essa é a história dramatizada pela congada, bailado popular praticado do Ceará ao Rio Grande do Sul. Tradição iniciada no período da Colônia, relembra a coroação do rei dos congos e era usada pelos jesuítas para apaziguar o instinto guerreiro dos escravos negros. Até hoje, a congada é o ponto alto das festas do Divino Espírito Santo.
 
 
Cateretê

Ao contrário de outras danças folclóricas, o cateretê nasceu no Brasil. Ainda na época da Colônia, era utilizada pelos jesuítas na catequese dos índios, nas comemorações em homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, São João e Nossa Senhora da Conceição. No interior de São Paulo e no Rio de Janeiro ainda é possível observar festas em que se dança o cateretê – também chamado catira e xiba. Em alguns locais, a dança é praticada com tamancos de madeira. O dançarino procura 'pisar nas cordas', ou seja, acompanhar o som da viola com os pés. Também é comum a presença de um 'tirador de palmas', pessoa que puxa as palmas enquanto as outras dançam.


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