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A imagem vinda das águas

Em outubro de 1717, os moradores do povoado de Guaratinguetá resolveram organizar um banquete em homenagem ao Conde de Assumar, governador das capitanias de São Paulo e Minas Gerais. O Conde seguia para Vila Rica (atual Ouro Preto) e decidira pernoitar nas proximidades. Os pescadores da região partiram para buscar os peixes necessários para o jantar do Conde e sua comitiva. Entre os pescadores, estavam Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, que foram para as margens do rio Paraíba.

Depois de horas de trabalho, cansados e desanimados por não terem apanhado peixe algum, começaram a recolher seus apetrechos. Antes de partir, resolveram lançar mais uma vez a rede. Retiraram das águas uma pequena imagem, de terra cozida, escura e sem cabeça. Curiosos, fizeram outro arremesso. Ao puxar a rede para o barco, recolheram uma cabeça que se encaixou com perfeição ao corpo encontrado. Era a imagem de Nossa Senhora da Conceição que 'aparecia nas águas'. Impressionados, os pescadores experimentaram mais um lance. Na puxada, a rede retornou pesada e abarrotada de peixes.


Local em que a imagem foi encontrada


A primeira basílica de Aparecida
A imagem, 'aparecida das águas', ficou abrigada na casa de Felipe Pedroso. Aos poucos, a história se espalhou pela região e a casa do pescador virou ponto de peregrinação. A santa ganhou uma pequena capela em 1734. A construção da primeira basílica – a chamada Basílica Velha – foi iniciada em 1834 e só foi concluída em 1888. Durante os séculos 18 e 19, a imagem teve sua fama de milagrosa amplamente difundida pela região Centro-Sul do país, dando início a um dos maiores fenômenos religiosos do Brasil.

Fique ligado!
A pequena coroa de ouro e diamantes e o manto azul que até hoje ornam a imagem foram ofertados pela Princesa Isabel e o Conde D´Eu em 1888. O casal estava representando a família imperial em penitência no santuário.


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