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  Ecologia e Meio Ambiente   
Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

O conceito de população

População é um conjunto de organismos da mesma espécie que vive num determinado ecossistema. Por mais que a maioria das interações que estudamos em ecologia seja entre comunidades, ou seja, interações entre organismos de espécies diferentes, o estudo de populações também é importante para a conservação.

Existem diversos métodos para estimar populações biológicas e eles consistem no mesmo princípio: ter uma amostragem para conseguir estimar toda a população a partir desta amostra. Essas amostras podem ser obtidas por meio de coletas, fotos e até observações. Observações são feitas com animais difíceis de serem coletados, como aves. A observação geralmente é feita com o uso de binóculos e acompanhada de anotações. As fotos podem ser feitas com diversos animais, mas têm maior utilização no estudo de mamíferos carnívoros de grande porte, como onças. Como são animais difíceis de serem avistados ou coletados, geralmente são fotografados por armadilhas fotográficas sensíveis ao movimento colocadas em pontos estratégicos na mata. Já as coletas podem ser feitas em estudos com diversas espécies. A coleta é feita pelo pesquisador, algumas vezes com o auxílio de armadilhas, e em alguns casos os animais coletados são levados para fazer parte de coleções científicas de laboratórios e, em outros, são marcados e soltos para serem recapturados. Esse método é um dos mais utilizados no estudo para estimar populações biológicas.

Método de captura e recaptura

Este é um método simples e útil para estimar o tamanho populacional (A) de uma única espécie de animal móvel, normalmente de vertebrados ou insetos. Para se chegar a essa estimativa, alguns indivíduos de uma população de interesse (B) são capturados, marcados e devolvidos à natureza durante um período determinado (por exemplo, 24 horas, uma semana ou um mês).

Depois desse tempo, uma segunda amostra é capturada (A'). Alguns poucos membros desta segunda amostra podem ser identificados como pertencentes também à primeira amostra, uma vez que, ao serem capturados, já estarão marcados (B'). Presumivelmente, a proporção de indivíduos já marcados em relação ao conjunto da segunda amostra capturada é a mesma entre o conjunto dos indivíduos marcados na primeira amostra (B) e a população inteira (A).

Conhecendo-se o número de indivíduos que foram marcados (B') e o número total de indivíduos da segunda amostra (A'), pode-se facilmente construir uma regra de proporcionalidade: B/A = B'/A', em que A (a população total) é a incógnita que se deseja conhecer.

As marcações podem ser feitas de diversas maneiras, dependendo do animal a ser estudado. Marcações com tinta e similares são muito utilizadas, porém existe a preocupação em não alterar o comportamento do animal e nem deixá-lo mais susceptível à predação, como pode acontecer com pinturas muito chamativas. Também existem métodos mais específicos para alguns animais, como a marcação feita com o corte de uma escama ventral, nos estudos de serpentes. Alguns métodos utilizados são criticados por muitos, como a prática de amputar uma falange de um dos dedos do animal para a sua marcação, nos estudos de anfíbios.


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