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O sistema em ação

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O reconhecimento do perigo


A imunidade do organismo baseia-se na identificação de tudo o que for diferente das estruturas que o compõem. Esse reconhecimento é possível graças à existência de determinadas proteínas nas membranas das células, que são características de cada pessoa e permitem que as células relacionadas à imunidade diferenciem as células estranhas (como os micro-organismos) das células próprias ao organismo. Essas proteínas de identificação constituem o complexo de histocompatibilidade principal (MHC, do inglês major histocompatibility complex). Quando  as células do sistema imune encontram dificuldade para diferenciar um antígeno de uma célula do próprio organismo, podem acontecer as chamadas doenças autoimunes, que são caracterizadas pelo sistema imune atacando o próprio organismo, por confundi-lo com um corpo estranho. Um exemplo de doença autoimune é o lúpus e também alguns tipos de diabetes, em que as células produtoras da insulina são destruídas pelo sistema imune da própria pessoa.
 

A pele e as mucosas: a primeira barreira contra infecções

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Em função de suas características físicas (espessura, camada externa de células mortas) e químicas (suor), a pele impede a penetração dos agentes patogênicos. Mais permeáveis, as mucosas, localizadas estrategicamente no organismo (revestimento interno da boca, faringe, intestino, órgão genital feminino), também apresentam condições hostis, mas nem sempre conseguem evitar a penetração dos agentes patogênicos.


A pele e as mucosas reúnem condições desfavoráveis à implantação e proliferação dos agentes patogênicos.

 

A imunidade específica

No momento em que o organismo entra em contato com os antígenos que não puderam ser interceptados pela pele e mucosas ou eliminados por fagocitose, entram em ação os linfócitos. Durante esse processo, formam-se os linfócitos T e B (com 'memória'), que irão desencadear uma reação defensiva muito mais rápida e eficiente caso ocorra uma nova infecção provocada pelo mesmo agente patogênico. É por essa razão que nos tornamos imunes a determinadas doenças quando somos acometidos por elas somente uma vez ou apenas por sermos vacinados.

Para lembrar:

Os linfócitos T atacam as células estranhas (cancerígenas, transplantadas e vírus invasores) e os linfócitos B sintetizam anticorpos, substâncias capazes de neutralizar os antígenos.


Vacinas

A vacinação consiste em introduzir no organismo agentes patogênicos ou toxinas inativados (as toxinas são inativadas por calor ou produtos químicos). Dessa forma, o corpo cria defesas específicas contra esses vírus ou bactérias. Ao entrar posteriormente em contato com o agente patogênico, o organismo reage mais rapidamente e impede a progressão da doença.

A aplicação de uma vacina específica é recomendada às pessoas que podem correr o risco de contrair certas infecções (como o cólera, o tifo e a hepatite B). Durante a infância, as autoridades sanitárias aplicam vacinas para prevenir doenças infecciosas frequentes nessa etapa da vida.

 
A vacinação é uma medida preventiva que cria ou fortalece as defesas orgânicas, imunizando contra determinada doença infecciosa durante certo período.


Alergia e autoimunização


As alergias consistem na hipersensibilidade a um ou mais alergênicos (substâncias reconhecidas pelo corpo como antígenos) e se manifestam por reações inflamatórias (irritações, quistos ou cistos, edemas, dores) ou localizadas (a asma, por exemplo, localizada nas vias respiratórias, ou a urticária, localizada na pele).

A picada de uma abelha pode causar essa reação alérgica típica, que se deve à sensibilização do organismo em relação ao veneno, em razão de uma picada anterior. Colocado de novo em contato com o veneno, o organismo desencadeia uma resposta inflamatória violenta no momento em que o veneno é reconhecido como uma substância estranha. Essa reação, associada a outros sintomas mais graves, como o fechamento da glote por edema, é chamada de "choque anfilático".
 

As alergias são reações exageradas que o organismo apresenta quando entra em contato com algum agente estranho.



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