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Métodos hormonais

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Os métodos hormonais são os tipos mais seguros de contraceptivos

As pílulas, os implantes, as injeções hormonais introduzem no organismo doses de hormônios sexuais que interferem na ovulação. São métodos reversíveis e devem ser tomados sob orientação médica porque há algumas mulheres com contraindicações para o uso e possíveis efeitos colaterais, como o aumento da retenção hídrica. Deve-se fazer controles médicos periódicos durante o tempo de uso. A eficácia pode ser superior a 99%.


Pílula anticoncepcional


A pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais comuns que existem. Consiste em uma cartela com 21 até 28 pílulas que devem ser tomadas diariamente pela mulher, algumas com descanso de 4 a 7 dias. Essas pílulas possuem dois hormônios, a progesterona e o estrógeno. Esses hormônios inibem a hipófise da mulher de secretar outros dois hormônios: o FSH e o LH, responsáveis pela ovulação, e então a mulher não ovula. O crescimento do endométrio (mucosa uterina) se dá normalmente e ele se destaca quando há o período de descanso, ocorrendo a menstruação. Esse método é um dos mais eficazes na prevenção de gravidez indesejada, sendo até 99,8% eficaz quando tomado corretamente. Existem pesquisas em andamento para desenvolver uma pílula anticoncepcional masculina, com base também em hormônios, visando inibir a produção de espermatozoides sem trazer algum efeito colateral para o homem.


Injeções e adesivos anticoncepcionais


A ação deles é praticamente a mesma das pílulas anticoncepcionais, com a diferença que os hormônios caem diretamente na circulação e que a mulher não precisa se preocupar em não esquecer de tomar a pílula diariamente. As injeções existem tipos mensais e trimestrais e o dia de sua aplicação depende do tipo de injeção que a mulher optar. Os adesivos são colocados sempre no primeiro dia de menstruação. Depois de uma semana, o adesivo é retirado e outro é colado. O processo é repetido por 3 semanas e a 4ª semana é o descanso, a mulher deve ficar uma semana sem o adesivo. A eficácia desses métodos é tão alta quanto a das pílulas orais.


Anel vaginal

O anel vaginal é feito de um plástico flexível que libera os mesmos hormônios que a pílula anticoncepcional contém. O anel é inserido dentro da vagina da mulher no 5º dia após a menstruação e fica no local durante 21 dias, completando um ciclo. Durante esse tempo, os hormônios liberados pelo anel são absorvidos pela mucosa da mulher. Depois dos 21 dias, o anel é retirado e espera-se 7 dias para a colocação de um anel novo. Quando colocado corretamente, a mulher não sente o anel. Também apresenta eficácia comparável a das pílulas.


Implante hormonal

Os implantes hormonais são feitos de plástico com um hormônio derivado da progesterona, um dos hormônios da pílula. Além de impedir a mulher de ovular, o implante também suspende a menstruação, apesar de poder ocorrer alguns sangramentos irregulares. O implante é colocado com auxílio de anestesia local por meio de uma injeção subcutânea na porção interna do braço da mulher. O implante dura de 3 a 5 anos e possui alta eficácia como as pílulas anticoncepcionais.

Para o uso de qualquer método anticoncepcional hormonal, é imprescindível o acompanhamento de um médico, portanto, se você pretende usar algum desses contraceptivos, procure um ginecologista.



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