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Métodos de barreira

Kraska/Shutterstock
Os métodos de barreira consistem em impedir que o espermatozóide chegue ao útero e, consequentemente, ao óvulo

Os métodos contraceptivos de barreira impedem que o espermatozoide encontre com o óvulo. Existem métodos anticoncepcionais de barreira mecânicos e químicos, e os principais são o preservativo, o diafragma, o DIU e os espermicidas. São métodos reversíveis e alguns deles, além da gravidez, também previnem doenças sexualmente transmissíveis.


Espermicidas


Os espermicidas ou espermaticidas, em forma de cremes, geleias, supositórios vaginais (ou óvulos), espumas ou aerossóis, são produtos químicos que matam os espermatozoides. Devem ser aplicados na vagina antes da relação sexual.

Geralmente são combinados com outro método de barreira, como o diafragma ou a camisinha. Se utilizados sozinhos, sua eficácia é baixa: 26 entre 100 mulheres engravidam com esse método.


Dispositivo intrauterino (DIU)

O dispositivo intrauterino (DIU) é um pequeno aparelho colocado no útero para impedir a implantação do embrião. Os DIUs apresentam geralmente forma de “T” e são colocados com uma microcirurgia pelo ginecologista.

Esses dispositivos são cobertos por fios de cobre, que apresentam ação espermicida quando liberam seus íons para o interior do útero, sem causar nenhum efeito indesejado à mulher. Depois da implantação correta do DIU, ele pode durar de 4 a 5 anos. Apresenta alta eficácia: 2 entre 100 mulheres engravidaram durante os 4 anos de utilização do método.

Atualmente existe outro tipo de DIU, que se encaixa entre os métodos contraceptivos hormonais. Os DIUs hormonais possuem o mesmo formato e a mesma aplicação que os DIUs de cobre, porém eles liberam hormônios dentro do útero da mulher. Como resultado, a sua eficácia aumenta (0,3 entre 100 mulheres grávidas durante 5 anos) e o fluxo menstrual da mulher também diminui.

Diafragma

O diafragma é um disco flexível constituído por uma película de borracha ou silicone e que deve ser colocado no interior da vagina, antes da relação sexual, para impedir que os espermatozoides cheguem ao útero. Os diafragmas não são descartáveis como as camisinhas, e sua vida útil chega a dois anos, se utilizados corretamente.

Porém, por não ser descartável, sua higiene é necessária para evitar infecções. Sua eficácia é baixa, cerca de 20 mulheres entre 100 engravidam com esse método, mas, quando utilizado combinado com espermicidas, sua eficácia aumenta. Por existirem diferentes tamanhos de diafragma, é recomendável consultar um médico para que ele possa examinar e indicar o tamanho adequado. 

Camisinha

Os preservativos ou camisinhas são o método de barreira mais utilizado em todo o mundo. Atualmente existem na versão masculina e feminina. É o método mais seguro para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Já para a gravidez, a taxa é de 14 entre 100 mulheres em um ano de uso.

O preservativo masculino é feito de látex e reveste o pênis completamente, fazendo com que os espermatozoides não entrem em contato com a mulher. A camisinha feminina é feita de poliuretano, com uma extremidade fechada e dois anéis flexíveis em cada ponta. A ação da camisinha feminina é a mesma da masculina: evitar que os espermatozoides entrem em contato com a mulher.

Hoje podemos ver uma grande variedade de camisinhas no mercado: com lubrificantes, espermicidas, sabores e até texturas diferentes. Para garantir a segurança, prefira sempre as marcas que contêm o selo de aprovação do Inmetro, não utilize preservativos fora da data de validade e cuidado com o local de armazenamento: locais quentes e úmidos podem danificar o látex da camisinha.




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