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Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

Características sexuais

Existem dois tipos de caracteres sexuais: os primários, constituídos pelos órgãos reprodutores (os ovários na mulher e os testículos no homem); e os secundários, que amadurecem na puberdade (a genitália externa, o desenvolvimento de seios, a distribuição dos pelos no corpo, o comportamento, a deposição de gordura em locais específicos, modelando o corpo), constituindo as diferenças externas entre os sexos.

Os caracteres sexuais são características anatômicas e funcionais, que definem cada um dos sexos.

Os estímulos sexuais

Os estímulos sexuais podem variar conforme os gostos pessoais, a etapa da vida, uma determinada situação ou as convenções sociais, entre muitos outros fatores. Qualquer tipo de estímulo que é captado pelos nossos diversos órgãos sensoriais é enviado para o cérebro, onde ele será processado e interpretado como um estímulo sexual ou não.

Independentemente da forma, os estímulos sexuais são aqueles que desencadeiam a resposta sexual do corpo humano e podem ser produzidos pelos sentidos (tato ou visão, por exemplo) ou pela imaginação.

A resposta sexual

O corpo humano pode responder biologicamente a diferentes estímulos sexuais que, se suficientes e persistentes, são capazes de desencadear uma série de reações que constituem a resposta sexual.

As fases da resposta sexual, tanto na mulher quanto no homem, são quatro: a excitação, a estabilização, o orgasmo, seguidos de um período de dissolução, que proporciona bem-estar físico e mental.


Clique na figura e veja as fases de excitação
Na m
ulher, o estágio de excitação corresponde à lubrificação vaginal, que se mantém durante a estabilização. No orgasmo, os músculos apresentam contração rítmica seguida de relaxamento corporal. Na dissolução, o corpo da mulher tem relaxamento total dos músculos e os hormônios liberados causam sensação de bem-estar.

No homem, a fase da excitação se mantém na fase de estabilização e culmina com o orgasmo, que coincide com a ejaculação ou liberação do sêmen. No estágio de dissolução, os homens entram em um período refratário, onde o organismo sente a necessidade de repouso. 

Sexo e sociedade

Desde o início, as sociedades humanas controlam o comportamento e as relações sexuais dos indivíduos. De acordo com as épocas e culturas, a sexualidade é mais reprimida ou mais tolerada. Esse controle é feito em função de critérios religiosos (poligamia ou monogamia), predomínio social de um dos sexos ou importância da função reprodutora no que se refere à sobrevivência da espécie e à transmissão da linhagem.
 
 
Um claro exemplo de como a sexualidade foi um assunto tratado de maneira distinta em diferentes épocas históricas refere-se ao caso da homossexualidade. Na Grécia Antiga, as relações homossexuais faziam parte da passagem de um jovem para a vida adulta, num sinal de sua maturidade.

Já na Idade Média, quando Igreja e Estado se unem, a sexualidade passa a ser sacralizada como um instrumento dado por Deus para a reprodução. Nesse sentido, a relação entre pessoas do mesmo sexo passou a ser vista como um ato criminoso que pecava contra a ordem divina.

Com o passar do tempo, a homossexualidade passou então a ser vista também como um distúrbio patológico, ou seja, como uma doença. Mas, principalmente a partir da década de 1970, importantes organismos internacionais e nacionais, como a Associação Americana de Psicologia e os Conselhos Federais de Medicina e Psicologia, passaram a considerar a homossexualidade não como doença ou distúrbio psicológico, mas como orientação sexual.

Homossexualidade é o termo usado para designar a situação em que o desejo ou impulso sexual de um indivíduo é dirigido a pessoas do mesmo sexo. Antigamente, o termo utilizado era homossexualismo, palavra cujo sufixo “ismo” expressa a ideia de doença ou patologia, concepção que, como vimos, não mais se sustenta




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