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O ciclo sexual feminino

Cada futuro óvulo é rodeado de células foliculares, e o conjunto constitui o folículo de Graaf
A menstruação sinaliza a evolução da mucosa do útero. As mudanças cíclicas produzidas nesta mucosa (ciclo uterino) caracterizam o chamado ciclo sexual feminino. Este ciclo reflete as variações hormonais produzidas no ciclo ovariano, que é composto por duas fases: a folicular e a lútea.

Fase folicular

Período que abrange os 14 primeiros dias do ciclo. Se não houver fecundação no ciclo precedente, a menstruação ocorre nos primeiros quatro dias desta etapa. A mucosa que recobre o útero – muito espessa e com muitos vasos sanguíneos – desprende-se com um fluxo de sangue. Durante esta fase, também é feita a maturação do óvulo. Cada futuro óvulo é conservado em uma estrutura chamada folículo, que amadurece e se rompe, permitindo que o ovócito nela contido passe para a tuba uterina.
 
A parede do útero é formada por uma camada espessa de musculatura lisa, recoberta internamente por uma mucosa chamada endométrio. A espessura e a estrutura do endométrio sofrem importantes modificações ao longo do ciclo: de 1 para 6 milímetros de espessura; aumento da vascularização; desenvolvimento das glândulas epiteliais tubulares. Tudo isto ocorre para oferecer um ambiente adequado para uma possível gravidez.

A ovulação ocorre, em média, no 14º dia após o início da menstruação. A mucosa do útero começa a proliferar e a aumentar de espessura, preparando-se para uma possível fecundação.

Fase lútea

Esta fase compreende os 14 últimos dias do ciclo. Uma vez ocorrida a ovulação, o folículo se converte em uma estrutura glandular (corpo lúteo), que secretará a progesterona. Caso não haja fecundação, o corpo lúteo degenera em dez dias.

A mucosa do útero continua tornando-se mais espessa até o final desta fase, momento em que já está preparada para receber um possível embrião.

Diagnóstico precoce

Pelo estudo microscópico das células (exame Papanicolau) é possível detectar células provenientes de processos pré-malignos ou malignos para prevenção do câncer de colo do útero
O exame Papanicolau é utilizado para detectar a presença de células alteradas na mucosa genital (vagina e colo do útero). Consiste em tomar uma pequena amostra, durante um exame ginecológico, colocá-la sobre uma lâmina de vidro, tingi-la e observá-la no microscópio. A raspagem da superfície da mucosa, que retira as células para o exame, é totalmente indolor e muito útil para detectar células pré-cancerosas antes que evoluam para lesões malignas. O exame Papanicolau deve ser feito obrigatoriamente uma vez por ano desde o início da vida sexual até os 60 anos.

 


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