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  Genética e evolução   
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Os fósseis são prova da evolução

A evolução e seus testemunhos

A presença de dentes nos maxilares, a cauda comprida e os três dedos livres com as unhas curvadas nas extremidades dianteiras são algumas características do Archaeopteryx lithographica.
A plumagem é própria das aves
Os organismos evoluem e se modificam. Até o começo do século XVIII aceitava-se a Teoria do Fixismo (ou da não mutação), que considerava todos os seres vivos imutáveis ao longo do tempo. No século XIX, quando já era difícil sustentar essa teoria, o naturalista francês Georges Cuvier propôs que os fósseis correspondiam a organismos extintos e que a Terra tinha sido povoada por uma série de animais e plantas diferentes dos atuais. Mais tarde, surgiram várias teorias afirmando que os organismos mudam lenta e gradualmente ao longo do tempo.
 
 
Hoje, conhecemos grande quantidade de fósseis. Neles são percebidas as mudanças anatômicas progressivas que ocorreram entre as formas primitivas e as atuais. As formas intermediárias entre uma espécie e outra proporcionam uma grande quantidade de informações a respeito dos mecanismos da evolução.


O Archaeopteryx lithographica é considerado uma das provas de que as aves evoluíram dos répteis. Seu fóssil permite observar características de ave e réptil.


Veja exemplos de membros homólogos
As revelações da estrutura óssea

O estudo comparativo da estrutura anatômica de seres vivos diferentes também ajuda a entender os mecanismos da evolução. O fato de os membros anteriores de um homem, de uma rã ou de um golfinho (mamífero aquático) terem a mesma estrutura óssea, ainda que utilizada de maneiras variadas, é indício de uma ancestralidade comum.


A adaptação dos órgãos

De mesma origem, os órgãos homólogos podem eventualmente desempenhar funções diferentes. A avaliação das funções da pata de um cavalo e da asa de um morcego, por exemplo, serve para exemplificar o conceito de irradiação adaptativa.

O conceito de irradiação adaptativa define que organismos com parentesco evolutivo, mas habitantes de regiões diferentes acabaram sofrendo um processo evolutivo que levou ao desenvolvimento de órgãos adaptados ao ambiente onde vivem ou ao seu modo de vida 


De origem diferente, os órgãos análogos exercem a mesma função e ilustram o fenômeno da convergência adaptativa. Nesses casos, por viverem em ambientes iguais, as pressões da seleção natural são muito semelhantes e acabam por selecionar nesses indivíduos estruturas adaptadas ao ambiente. Desse modo, mesmo que tenham origens distintas, as estruturas acabam tornando-se parecidas, a exemplo das asas de um inseto e asas de uma ave.



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