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O passo a passo

Dolly foi o primeiro clone criado a partir de uma célula somática de um animal adulto – e não a partir de um embrião, como acontecia anteriormente. Veja como isso é possível.


Fique ligado!
As células de um mamífero adulto podem ser divididas, basicamente, em dois tipos: as células germinativas (óvulos e espermatozoides) e as células somáticas. As germinativas são as células destinadas à reprodução; são, portanto, responsáveis pela transmissão dos genes de uma geração para a outra. As somáticas são as demais células, que servem para as mais variadas funções, menos à reprodução.
Primeiro, a multiplicação

Para entender como é feita a clonagem de um embrião, temos de recordar alguns processos biológicos relacionados à formação da vida. Todos os mamíferos são criados a partir de uma única célula, resultante da união (fecundação) do óvulo com o espermatozoide. Assim que é formada, essa célula começa a se dividir por meio da mitose, primeiro em duas, depois em quatro, oito, e assim sucessivamente. A cada divisão, a célula duplica seu material genético para as células-filhas. É como se cada uma dessas células carregasse em si a receita para fazer um animal completo.

Depois, a identidade

Inicialmente, essas células são idênticas. São as chamadas células-tronco, células embrionárias ou células indiferenciadas. Estas células são pluripotentes (ou totipotentes), ou seja, elas possuem a capacidade de originar qualquer tecido para posteriormente constituir órgãos, membros etc. Em determinado momento, algumas começam a assumir características diferentes umas das outras: é o processo conhecido como diferenciação. O que isso quer dizer? Que um mecanismo ainda não totalmente compreendido pelos cientistas faz com que cada grupo de células assuma certa identidade, perdendo o acesso a todo o resto da informação genética contida em seu núcleo – a receita inteira ainda está lá, mas cada célula lê apenas uma parte dela.

Reativando a receita

Você sabia?

O Brasil já domina a técnica da clonagem! Clique aqui e leia a matéria do Klick sobre o assunto.
O mesmo processo utilizado na clonagem de Dolly poderia, teoricamente, dar origem a um bebê humano ou a embriões dos quais se extrairiam células-tronco com finalidade terapêutica. Essas células seriam usadas para substituir quaisquer outras células somáticas do organismo que estivessem com defeito. Um paciente com problemas renais, por exemplo, poderia ter suas células-tronco clonadas e, a partir delas, ter um novo rim. Com isso, não haveria o risco de rejeição, já que as células do rim transplantado possuiriam os mesmos genes do paciente.

Clonagem passo a passo

Veja na ilustração abaixo como seria feita a clonagem de células humanas. Lembre-se: até agora os cientistas produziram células-tronco clonadas. O próximo passo é descobrir como controlar essas células, de modo a formarem os órgãos e tecidos desejados. Por enquanto, as pesquisas são bem promissoras.
 


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