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Os 23 pares de cromossomos humanos
Não basta saber a sequência de substâncias do DNA. É preciso tempo para aprender o que significam e como interagem

Chegada

O sequenciamento do genoma humano foi publicado no início de fevereiro de 2001 (95%), e foi dado como concluído em abril de 2003, com 99% do genoma humano sequenciado. Assim, os cientistas conhecem a sucessão dos elementos químicos (as bases nitrogenadas adenina, timina, citosina e guanina) que compõem nosso DNA, a longa molécula que determina toda a nossa constituição atual e indica nossa constituição futura – da cor dos cabelos e dos olhos às doenças que talvez tenhamos. O sequenciamento é apenas a linha de chegada de uma primeira etapa.
 
 
A corrida do genoma
O Projeto Genoma Humano é um consórcio internacional público de mais de 20 laboratórios de 17 países. Seu trabalho de sequenciamento do genoma humano começou em 1990 e tinha como data final o ano de 2005. A entrada da empresa privada Celera Genomics na corrida do sequenciamento provocou a aceleração e a conclusão antecipada das pesquisas.
 
Enigma

Não basta decifrar a sequência das letras dos aproximados 3 bilhões de pares de base. Os cientistas estimam que demorará décadas para se descobrir como esses elementos atuam juntos no organismo, quais genes produzem quais e quantas proteínas, e então obter a resposta, por exemplo, para a cura de várias doenças.

A dificuldade em se descobrir o que as letras significam juntas é ainda maior na espécie humana: cerca de 95% de nosso genoma era visto como lixo, como uma complexa memória da evolução humana, espécies de 'fósseis genômicos'. Hoje se sabe que essas sequências não são lixo, e que algumas têm o código para sintetizar RNA, que pode participar de várias funções biológicas.
 
A conquista do cromossomo 21

Os cientistas já sabem que o cromossomo 21 dos seres humanos, quando sofre uma cópia extra (ocasionando uma trissomia) pode provocar a Síndrome de Down (a causa mais frequente de retardamento mental). Mas há outras doenças gravíssimas, como o mal de Alzheimer e a esquizofrenia, que parecem ser determinadas por mais de um gene em certas condições. Decifrar sua cura é, portanto, muito mais complicado do que controlar um só gene.


 
 

 


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