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Proteínas: expressão das informações

Modelo de uma proteína formada por várias cadeias de aminoácidos
Agentes

A informação que está guardada no DNA atua, na prática, por meio de proteínas. Cada trecho específico do DNA constitui um gene, ideia criada pelos cientistas para representar uma unidade que conteria a receita da síntese (produção) de uma proteína específica para uma característica.

Agora, com a descoberta de que possuímos cerca de 30 mil genes, concluímos que cada gene deve codificar mais de uma proteína – com funções parecidas ou até bem diferentes –, pois sabemos que perto de 100 mil proteínas são sintetizadas em nosso corpo.


Defeitos

As proteínas são moléculas extremamente complexas, tridimensionais, que agem sozinhas ou em grupos. São constituídas por aminoácidos de 20 principais tipos diferentes, unidos entre si para formar longas cadeias. Elas se enrolam de uma forma peculiar que indica qual é sua função. Se o código transmitido pelos genes sofrer uma mutação, as proteínas sintetizadas por eles serão deformadas e não conseguirão cumprir sua tarefa, podendo provocar doenças.   
 

Receita certa no momento certo 
 

Despertar

Nascemos com o pacote completo de receitas de tudo o que podemos ser. Os genes se encontram nas células desde o início, mas são 'despertados' de acordo com a necessidade do momento da vida, do local do corpo, do tipo de célula em que se encontram e até de interferências do meio ambiente, externas ao corpo, conforme acreditam os cientistas. Quando se manifestam, os genes provocam a produção de proteína.

Cópia precisa

O intermediário nesse processo de produção de proteínas é o ácido ribonucleico (RNA). Toda vez que um gene é ativado para sintetizar a sua proteína, ele produz uma molécula de RNA, que é complementar àquele trecho do DNA. Por isso é chamado de 'gene ativo', 'gene expresso' ou 'gene que se expressa'. O processo de expressão dos genes chama-se síntese proteica.

Original mantido

Sabiamente, essa cópia é feita para que a informação original fique preservada no núcleo da célula. É como se você precisasse de instruções preciosas escritas em um livro raríssimo que não pode sair da biblioteca. Portanto, você tira uma cópia dessas instruções a fim de levá-las para fora da biblioteca. Aquele livro com a receita rara, porém, permanece guardado na mesma estante da biblioteca.
 
Síntese

A cópia é feita assim: as duas cadeias de DNA afastam-se – como se fossem os degraus de uma escada que se partissem ao meio –, deixando livres as bases nitrogenadas (A, T, C, G). As bases dos nucleotídeos do RNA vão se encaixando nas respectivas bases de uma das cadeias de DNA (a que lhe serve de molde), produzindo uma molécula de RNA com uma sequência análoga à do DNA. Isso tudo ocorre dentro do núcleo da célula, em uma etapa chamada transcrição ou síntese de RNA.

Leitura

Em seguida, esse RNA deixa o núcleo e se dirige ao citoplasma levando as informações. Por isso ele se chama RNA mensageiro (RNAm). No citoplasma, o RNAm associa-se a ribossomos que efetuarão a leitura. Essa leitura consiste em encadear os aminoácidos na sequência ditada pelo RNA mensageiro, que a copiou do DNA. Da leitura feita pelos ribossomos, resulta uma molécula de proteína específica.

 


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