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Outras algas

As algas que têm outros pigmentos de cor além da clorofila não são verdes no lado exterior. Dois exemplos são: as algas vermelhas ou rodofíceas, que em alguns casos contêm sais minerais de cálcio e costumam fazer parte dos recifes de coral, como a Corallina officinalis, e as algas pardas ou feofíceas, que em alguns casos apresentam grandes dimensões (mais de 25 m) e talo complexo; algumas possuem vacúolos cheios de gases, que lhes permitem flutuar. O sargaço e a laminária são exemplos de algas pardas.
 
As algas serão o alimento do futuro?

As algas se desenvolvem com facilidade em águas doces e salgadas e são seres autotróficos. Por essa razão, são vistas como uma fonte de alimentação para o ser humano no futuro próximo. Atualmente, das algas vermelhas é extraído o ágar-ágar, substância utilizada no cultivo de micro-organismos, bem como alguns espessantes alimentares. A carragenina e o ágar-ágar (extraídos das algas vermelhas) são polissacarídeos usados na indústria alimentícia como estabilizadores em doces, sorvetes, dentifrícios e placas de cultura de bactérias, entre outros usos; já o alginato de sódio, extraído das algas pardas, é um sal também amplamente aplicado nas indústrias alimentícia, industrial, biotecnológica e farmacêutica.
 

No Japão são consumidas anualmente milhares de toneladas de algas laminárias na alimentação, como em verduras cozidas ou em sopas.

Bioluminescência e maré-vermelha

Algumas algas produzem fenômenos notáveis. As protistas pirrófitas bioluminescentes do gênero Noctiluca, por exemplo, convertem energia química em luz, ou seja, são bioluminescentes, parecendo minúsculas luzes fluorescentes no mar. Já algumas algas protistas pirrófitas são responsáveis pela ocorrência das marés-vermelhas ou floração das águas, por causa da reprodução acelerada, formando grandes populações que dão origem a extensas manchas avermelhadas na superfície marinha. O problema está na elevada toxicidade das substâncias produzidas por essa alga, que envenenam peixes, moluscos e outros seres aquáticos.
 
 
Os sargaços (feofíceas do gênero Sargassum) flutuam livremente em regiões do oceano Atlântico, como o mar dos Sargaços, podendo causar problemas à navegação. Ressecados e moídos, os sargaços fornecem um adubo rico em sais minerais de nitrogênio, fósforo, potássio e iodo.




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