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O ambiente dos liquens

A associação entre a alga e o fungo faz com que os liquens sejam organismos muito resistentes, capazes de sobreviver em ambientes que seriam hostis para outros seres vivos. Os liquens se desenvolvem sobre solos, rochas, telhados, cortiça e galhos de árvores. Alguns dos liquens mais comuns são: Xanthoria parietina, líquen crustáceo de cor amarela; Cladonias ou líquen-das-renas, liquens dendríticos que servem de alimento a esses animais; e Usnea ou barbas-de-capuchinho, líquen que se pendura nos ramos das árvores dos bosques úmidos.

Os liquens são organismos pluricelulares muito resistentes. Sobrevivem tanto nos lugares mais quentes como nos pontos mais frios da Terra.


Os liquens são muito importantes para a formação dos solos. Ao crescerem sobre a rocha nua, provocam-lhe desgaste com substâncias produzidas por sua atividade biológica. Desse modo, abrem caminho para que, depois deles, outras plantas possam crescer sobre a rocha alterada, funcionando como colonizadores primários de diversos ambientes.

Sentinelas da contaminação

A sobrevivência dos liquens depende quase exclusivamente da atmosfera que os cerca ou da água da chuva. Qualquer substância que dificulte a fotossíntese das algas que formam seu talo pode provocar a morte do organismo. Um dos agentes contaminadores de maior dano aos liquens é o SO2 (dióxido de enxofre), responsável pela chuva ácida. Os liquens também são capazes de absorver e concentrar substâncias radioativas, como o estrôncio 90. Acredita-se que alguns esquimós do Alasca, por exemplo, apresentavam taxas elevadas desse elemento no organismo por meio da ingestão de rena e caribu que se alimentaram de liquens contaminados.
Para lembrar:
Algumas espécies de liquens são muito sensíveis aos efeitos nocivos da poluição atmosférica. Por essa razão, a ausência de liquens age como um indicador biológico deste e de outros tipos de contaminação.



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