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Malária ou impaludismo

Alguns esporozoários são capazes de provocar graves enfermidades nos seres humanos. Um dos mais conhecidos é do gênero Plasmodium, causador da malária ou impaludismo, doença frequente em regiões tropicais e uma das maiores causas de mortalidade nos países afetados, embora possa ser curada com tratamento adequado.

A malária é transmitida pela picada das fêmeas do mosquito Anopheles contaminadas. Os esporozoítos do plasmódio inicialmente se reproduzem de forma assexuada nas células do fígado e do baço, evoluindo para merozoítos. Estes parasitam as hemácias (células vermelhas do sangue), formando novos merozoítos. Os merozoítos também se reproduzem na medula óssea, formando gametas masculinos e femininos, que se mantêm imaturos. Se forem sugadas por outra fêmea do mosquito anófeles, essas células se unirão por meio da fecundação no estômago do mosquito, seu hospedeiro definitivo (HD).

O zigoto resultante atravessa a parede do tubo digestivo do mosquito e se encista (oocisto = esporocisto); a partir de reprodução assexuada (esporulação), serão formados numerosos esporozoítos. Estes migram pela corrente sanguínea do mosquito até atingir suas glândulas salivares, podendo ser injetados em novos hospedeiros através da picada, reiniciando o ciclo.

A reprodução do parasita no interior do organismo humano é sempre assexuada. Isso caracteriza o ser humano como hospedeiro intermediário (HI) do Plasmodium.


Os ciclos da malária

Kletr/Shutterstock
Mosquito Anopheles
Cada vez que os parasitas rompem as hemácias humanas, ocorre a liberação de toxinas e acontecem os tremores, febres e outros sintomas dos ataques da malária. O Plasmodium falciparum causa a febre terçã maligna (ciclos de 48 horas), que é a mais perigosa: as hemácias parasitadas se aglutinam, obstruindo vasos sanguíneos no cérebro e levando à morte.

O Plasmodium malariae causa a febre quartã, com ciclos a cada 72 horas, e o P. vivax causa a chamada febre terçã benigna, que raramente causa infecções fatais. A prevenção da doença inclui medidas de saneamento para erradicação do inseto Anopheles e o uso de quinino e derivados, por via oral, pelas pessoas que vivem em áreas de risco para malária.

Para lembrar:

A malária e a doença de Chagas são doenças endêmicas do Brasil. Já a leishmaniose possui diversas espécies que a causam. A Leishmania brasiliensis é exclusiva do Brasil e causa ulcerações sem risco de morte. Já a espécie L. donovani, que não ocorre somente em nosso país, não oferece sintomas visíveis e causa muitas mortes, pois provoca a leishmania visceral, que ataca órgãos vitais (fígado, baço, pulmão e pâncreas).


Sociedades primitivas

Lebendkulturen.de/Shutterstock
As colônias de Volvox têm a forma de esferas ocas com 0,5 a 1,5 mm de diâmetro e são compostas por aproximadamente quinhentas células, com os flagelos voltados para o lado externo
Algumas algas formam grupos de células ou colônias. Em algumas dessas colônias, todos os indivíduos são iguais e todos se reproduzem. Em outros casos, como ocorre nas colônias do Volvox, apenas alguns membros da colônia conseguem se reproduzir. Os indivíduos reprodutores localizam-se no centro do grupo e são protegidos e alimentados pelos demais indivíduos da colônia ao seu redor.

 
O número de indivíduos que formam uma colônia varia conforme a espécie, reunindo desde quatro até mais de 20 mil células por grupo.
 


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