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As viroses

Os vírus são os menores agentes infecciosos (parasitas) conhecidos. Quando penetram nas células vivas, geralmente provocam sua morte. Mas algumas vezes, o ácido nucleico dos vírus se une ao ácido nucleico das células, sem que novos vírus sejam gerados por muito tempo. Em outras situações, as células infectadas pelos vírus se multiplicam até formarem um tumor, que pode ser benigno ou maligno.

Os vírus podem infectar todos os seres vivos: de bactérias, protistas e fungos a animais e vegetais. Algumas das doenças humanas de origem viral são a gripe, os resfriados, a raiva, a hepatite e a aids. A vacinação é um meio eficaz de prevenção a algumas viroses. Nos vegetais, os vírus provocam doenças como o mosaico do tabaco.


O vírus da aids

O causador da aids ou sida (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida ou Acquired Immunodeficiency Syndrome) é o HIV, um retrovírus. Seu ácido nucleico é o RNA, que, pela presença da enzima transcriptase reversa, é capaz de produzir DNA. Tem forma esférica, constituída por cápsula de glicoproteínas e lipídios. O HIV foi identificado em 1983, no Instituto Pasteur, em Paris, pelo grupo do professor Luc Montagnier.
 

O vírus da aids ataca o sistema imunológico do organismo que, debilitado, não impede a ação de outros vírus e bactérias oportunistas que podem levar a pessoa infectada à morte.

Quando entra em contato com os linfócitos T (em especial o T4), o HIV 'injeta' no interior da célula o seu ácido nucleico e passa a produzir o material do vírus. Os linfócitos T são células que estimulam os linfócitos B a produzirem anticorpos específicos e a liberarem substâncias para a destruição de células estranhas ou doentes. O HIV pode permanecer dentro da célula por tempo indeterminado sem se multiplicar e sem provocar sintomas (indivíduos soropositivos que não apresentam sintomas).


Formas de transmissão, tratamento e prevenção da aids

As principais formas de transmissão do HIV conhecidas até a atualidade são a relação sexual sem proteção, o uso compartilhado de seringas e agulhas contaminadas, a utilização de material cirúrgico não esterilizado e por meio da placenta e do leite materno de portadoras do vírus.

Atualmente, os grupos mais vulneráveis à contaminação pelo HIV são os heterossexuais com comportamento de risco, que mantêm relações sexuais sem proteção com múltiplos parceiros; os bissexuais e homossexuais masculinos; os consumidores de drogas injetáveis; as pessoas que necessitam de transfusões sanguíneas. A aids não é transmissível nem pelo uso comum de objetos (pratos, copos, banheiros, talheres), nem pela proximidade física, como ocorre durante um abraço.


Como prevenir a aids

• pratique apenas o sexo seguro, com a utilização de preservativos

• evite a multiplicidade de parceiros sexuais; 

• não utilize objetos não esterilizados que possam transportar sangue contaminado, como seringas, agulhas, material cirúrgico e alicates de unha; 

• certifique-se sobre as devidas precauções no caso de ter de se submeter a uma transfusão sanguínea.
 

O vírus HIV infecta os linfócitos T4
Ainda não existe cura definitiva para a aids, mas o uso combinado de medicamentos como o AZT (zidovudina) e outras drogas (na forma de 'coquetéis') pode reduzir os sintomas por vários mecanismos de ação. Um deles é a inibição da enzima transcriptase reversa, dificultando a replicação do vírus.

Outras drogas mais recentes são o ddI, o ddC, o d4T e o 3TC. A grande dificuldade para a produção de uma vacina é que o HIV tem elevada capacidade de sofrer mudanças (altamente mutagênico) e apresentar novas variedades.

 


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