Busca  
  Vegetais   
Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

Gigantes e antigas

As coníferas são as grandes árvores gimnospermas presentes nas regiões tropicais e temperadas do planeta. São os vegetais capazes de viver mais tempo. Entre os pinheiros da Califórnia há exemplares com mais de 4 mil anos. No Hemisfério Norte, as coníferas formam extensos bosques em zonas de clima rigoroso e que não podem ser povoadas por outras árvores.

Exemplos de coníferas são os pinheiros-do-paraná (araucárias) e as sequoias da Califórnia, consideradas gigantes por sua altura e robustez, uma vez que chegam a medir quase 100 m e podem viver mais de mil anos.
 

A cortiça das sequoias pode atingir a espessura de 50 cm
Os estróbilos femininos localizam-se em órgãos de forma cônica, chamados pinhas, frequentemente recobertos por escamas endurecidas. As escamas encaixam-se perfeitamente umas nas outras e só se abrem depois da fecundação, para liberar a semente. As pinhas são as flores femininas.

Os estróbilos masculinos encontram-se nos órgãos chamados cones masculinos, bastante semelhantes às pinhas, mas com escamas menos duras e menores. Trata-se de uma estrutura muito mais frágil, que se abre para liberar os grãos de pólen. Os cones masculinos são as flores masculinas.


Obtenção da madeira

A floresta de pinheiros (Araucaria sp.) do Sul do Brasil é uma das grandes formações vegetais ameaçadas de extinção. A exploração ilegal dos pinheiros para a produção de madeira devastou esse ecossistema por muitos anos. Só no Paraná, 80% de sua floresta original foi desmatada. Não há possibilidade de recomposição, pois as áreas são utilizadas para pastoreio ou culturas economicamente importantes. Da semente da Araucaria angustifolia (pinheiro-do-paraná), obtém-se o pinhão.

Para lembrar:

A importância prática da manutenção das florestas é a proteção que elas representam para as bacias hidrográficas. A erosão acelerada, assim como os desflorestamentos e as práticas agrícolas irracionais, repercutem no regime das águas de várias formas: diminuição das precipitações atmosféricas (tornando a região mais seca, algumas vezes até o limite da desertificação); deposição incontrolável de sedimentos arrastados das bacias hidrográficas por perturbações no regime dos rios; inundações, como as que ocorrem em vários vales de rios brasileiros Mearim (MA), Capibaribe (PE), Jaguaribe (CE), Sapucaí (MG), entre outros.


A reprodução das gimnospermas

No ciclo vital das gimnospermas alternam-se duas espécies de indivíduos. Todas as plantas (esporófitos) possuem esporângios agrupados em cones (estróbilos), nos quais são produzidos pequenos esporos masculinos (micrósporos) que formam o grão de pólen, e esporos femininos, muito maiores (megásporos). Os esporos femininos germinam no próprio esporângio e dão origem a uma pequena planta (gametófito feminino), que produzirá uma oosfera. Os grãos de pólen desprendem-se do esporângio e são levados até o gametófito feminino, lugar em que é gerado um pequeníssimo gametófito masculino, que fecundará a oosfera. Após a fecundação, uma semente formada se desprenderá, germinará e se transformará em uma nova planta, recomeçando o ciclo.


Anterior Início