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Por que os musgos vivem em lugares úmidos?

Como suas células não apresentam nenhuma cobertura impermeável, os musgos perdem água facilmente. Quando a planta se desidrata, precisa parar sua atividade. Adquire então um aspecto seco e retorcido, muito diferente do habitual. Além disso, a sua reprodução depende da água para permitir o deslocamento dos anterozoides flagelados e assim ocorrer a fecundação do embrião que irá se desenvolver em um esporófito.

Os musgos são mais numerosos nos ambientes úmidos, como as proximidades dos cursos d'água, montanhas e lugares sombrios, por não haver luz direta do sol e assim não se ressecarem. Há espécies que vivem sempre ou temporariamente submersas.

Importância dos musgos

As hepáticas são uma classe das briófitas, muito relacionadas com os musgos
Apesar do aspecto modesto, os musgos têm grande importância para os ecossistemas. Juntamente com os liquens (associações de algas com fungos), os musgos foram as primeiras plantas a crescer sobre rochas, as quais desgastam por meio de substâncias produzidas por sua atividade biológica. Desse modo, permitem que, depois deles, outros vegetais possam crescer sobre essas rochas. Daí seu importante papel nas primeiras etapas de formação dos solos e da sua colonização por organismos mais complexos, dando continuidade à sucessão ecológica.

As hepáticas são briófitas que apresentam seu gametófito com formato similar ao de um fígado. Como apresentam as mesmas características, se desenvolvem nos mesmos locais que os musgos, com muita umidade e pouca luz direta. Porém, seu esporófito é menos complexo que o dos musgos comuns. Os antóceros ou antocerófitas também são outro tipo de briófitas, no entanto mais raros. Os musgos, as hepáticas e os antóceros provavelmente evoluíram independentemente uns dos outros, pois até agora não foi encontrado nenhum registro fóssil que relacione os três vegetais.


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