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Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

Partículas subatômicas

A existência de uma estreita relação entre matéria e eletricidade fica evidente com os trabalhos de Michel Faraday sobre eletrólise. Eles também indicavam que a eletricidade era constituída por partículas materiais, hipótese confirmada pelos estudos sobre a capacidade dos gases de conduzir correntes elétricas.
 

Raios catódicos
 
Em 1875, o físico William Crookes idealizou um tubo com dois eletrodos e vácuo quase perfeito. A pressão interna do tubo era de cerca de 0,01 atm. Aplicando uma diferença de potencial entre os eletrodos, surgia uma fluorescência amarelo-esverdeada no lado oposto ao cátodo (eletrodo negativo), que se aquecia. Ao introduzir-se um objeto no tubo, aparecia uma sombra nítida. Aplicando-se um campo elétrico, a fluorescência desviava-se como uma carga negativa. Ao colocar uma ventoinha no tubo, ela girava.
 
O giro da ventoinha era um sinal de que os raios tinham massa. Esses raios receberam o nome de raios catódicos.
 
O físico norte-americano Robert Millikan, calculando a massa dos raios, viu que coincidia com a dos elétrons. Eles não dependiam da natureza do gás presente no tubo. Portanto, concluiu que os elétrons estão presentes em todos os átomos.


Raios canais
 
Em 1886, o físico alemão Eugen Goldstein demonstrou que, ao perfurar o cátodo de uma ampola de descarga de gás, aparecia uma luminescência por trás do cátodo. Mais tarde, o físico Wilhelm Wien observou que esses raios eram positivos e que sua massa e sua carga dependiam da natureza do gás que ocupava o interior do tubo. Quando o gás era hidrogênio, obtinham-se raios com partículas de menor massa, as quais foram consideradas as partículas fundamentais, com carga positiva, e denominadas prótons pelo seu descobridor, Ernest Rutherford.
 
 
Portanto, os prótons são também partículas constituintes de todos os átomos.


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