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Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

Atrito

Cada material tem uma afinidade diferente com elétrons. Comparando materiais, existem alguns que "gostam" de reter elétrons e outros que "preferem" doar. Quando atritamos um material com outro, os elétrons vão de um corpo para o outro: aquele que preferir reter os elétrons os recebe, e aquele que preferir se desligar de seus elétrons os doam.

Mas como na natureza não existem esses gostos e preferências, deve-se explicar que isso acontece devido à estrutura atômica de cada material. Alguns materiais são mais suscetíveis ao desprendimento ou à captura de elétrons quando comparados a outros materiais.

Existe uma série, chamada série triboelétrica, que apresenta uma lista de materiais e os relacionam informando quem distribuiria e quem receberia elétrons se esses materiais fossem atritados.

Concluindo: quando atritamos dois corpos, um receberá e outro doará elétrons; logo, um corpo ficará carregado positivamente (por ter menos elétrons do que deveria) e o outro ficará carregado negativamente (por ter elétrons sobrando).

Para entender melhor, vamos usar esse simulador de Phet: http://phet.colorado.edu/en/simulation/travoltage

Os pés do Jhon "gostam" mais de elétrons do que o tapete... O tapete cede elétrons para o Jhon. O tapete fica positivo (com poucos elétrons) e o Jhon fica carregado negativamente (excesso de elétrons). Como o tapete está em contato ao solo (aterrado), o solo cede elétrons para ele deixando-o neutro de novo, porém Jhon não está em contato com nada, apenas seus pés sobre o tapete (porém suas botas são isolantes, não permitem a passagem de elétrons). Logo, os elétrons ficam presos em Jhon! Jhon agora está carregado e esta forma de eletrização é chamada por eletrização por atrito.




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