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PLATÃO
Platão, representado no quadro A escola de Atenas, do pintor italiano Rafael

Filósofo e educador da Grécia Antiga, Platão (Atenas, 428 ou 427 a.C. - id., 348 ou 347 a.C.) foi um dos mais importantes pensadores e escritores da humanidade.

Em 387 a.C., fundou em Atenas uma escola de filosofia e ciência que ficou conhecida como a Academia. Alguns estudiosos a consideram a primeira universidade. Os alunos estudavam assuntos como astronomia, ciências biológicas, matemática e ciências políticas.

Platão escreveu em uma forma literária chamada diálogo. De forma teatral, os personagens discutem problemas filosóficos e, com frequência, defendem lados opostos de uma questão. Os diálogos mais conhecidos de Platão são Apologia de Sócrates, Crátilo, Críton, Eutífrono, Górgias, As leis, Menão, Parmênides, Fedro, Fédon, Protágoras, A república, O sofista, O banquete, Teeteto e Timeu. A edição completa das obras de Platão consiste em 36 trabalhos – 35 diálogos e uma série de cartas.

Em uma espécie de teoria ética, Platão partiu da proposição que todos os homens desejam a felicidade e que ela é consequência natural de um estado sadio da alma, a qual se dividiria em três partes: a parte racional ou intelecto; a vontade; e o apetite ou desejo. Numa alma cujo funcionamento é apropriado, o intelecto (a parte superior) deveria controlar o desejo (a parte inferior) com a ajuda da vontade. Platão declarava que sabemos que a alma tem três partes porque ocasionalmente elas entram em conflito entre si.

Em sua obra A república, este filósofo buscou apresentar a sociedade e o Estado que ele considerava ideais. Ele descreve o que seria uma vida harmoniosa que pudesse se sobrepor ao caos da realidade. Considerando nossas percepções sensoriais como falsas impressões da realidade, Platão defendia a Filosofia como produtora do verdadeiro conhecimento, o qual deveria ser usado em favor dos homens. Por isso, em seu famoso mito da caverna, Platão apresenta a Filosofia, de maneira alegórica, como um instrumento capaz de garantir a passagem do mundo das aparências para o mundo inteligível da verdade.

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