Durante o Neolítico, o homem deixou de depender da caça e da coleta e passou a sobreviver da agricultura e da criação de animais. Como não mais precisava deslocar-se constantemente para garantir o sustento, acabou reformulando totalmente o seu modo de vida em grupo. Tornou-se sedentário, estabeleceu uma nova organização social, constituiu tribos unidas por laços familiares, aldeias e, mais tarde, cidades, situadas em áreas férteis, às margens de grandes rios.
No início do Neolítico, o homem utilizava a pedra polida para fabricar armas e ferramentas de trabalho, agora muito mais sofisticadas e resistentes. Ele passou a usar madeiras para construir moradias, canoas e instrumentos de defesa.
Durante o Neolítico, o homem abandonou as cavernas e passou a viver em habitações como palafitas, cabanas de madeira ou de barro e tendas de couro. Também desenvolveu a noção de propriedade e, aos poucos, deixou de produzir coletivamente.
O final do Período Neolítico – denominado Idade dos Metais – foi marcado por intensa utilização de metais, graças à descoberta e ao desenvolvimento de técnicas de fundição. Aos poucos, os instrumentos de pedra foram substituídos por instrumentos de cobre, de bronze e, mais tarde, de ferro.
O progresso técnico permitiu aumentar a produção agrícola e possibilitou o crescimento populacional. Nessa fase, grupos mais adiantados tecnicamente passaram a exercer domínio sobre outros, dando origem a sociedades cada vez mais complexas. A necessidade de se proteger contra ameaças externas e de produzir em grandes áreas, ocupadas por várias aldeias ou grandes grupos familiares (as tribos), deu início à organização de Estados, já no final do Neolítico. O aparecimento de sistemas simples de escrita na região da Mesopotâmia, por volta de 4000 a.C., marcou o fim da Pré-História. |