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ACRE
O estado em resumo
Sigla: AC.
Habitante: acreano ou acriano.
Nº de habitantes (2000): 557,5 mil.
Densidade demográfica (2000): 3,6 hab./km2.
População urbana (2000): 66,4%.
Nº de eleitores (2002): 369,8 mil.
Localização: no sudoeste da Região Norte, na fronteira com o Peru e a Bolívia.
Área: 153.149 km2.
Relevo: planalto na maior parte do território e planície estreita no norte.
Rios principais: Xapuri, Juruá, Purus, Tarauacá e Muru.
Nº de municípios: 22.
Governador: Jorge Ney Viana Macedo Neves (PT), eleito em outubro de 2002.
Capital: Rio Branco.
Habitante da capital: rio-branquense.
Data de fundação de Rio Branco: 28 de dezembro de 1882.
Cidades principais: Rio Branco (253.059 hab.), Cruzeiro do Sul (67.441 hab.), Sena Madureira (29.420 hab.), Feijó (26.722 hab.), Tarauacá (26.022 hab.) e Brasiléia (17.013 hab.).
IDH (2002): 0,754.
Renda per capita (1999): 1.841 dólares.
PIB per capita: 2.817 reais.
Analfabetismo (2000): 23,1%.
Mortalidade infantil (1999): 44,2 a cada mil nascidos vivos.
Médicos (2001): 6,4 a cada 10 mil habitantes.
Extensão da telefonia: fixa: 1,4 milhão; móvel: 6,2 mil.
Participação no PIB nacional (1999): 0,16%.
Distribuição do PIB estadual (1999): agropecuária (6,8%), indústria (17,4%) e serviços (77,3%).
Parque nacional: Serra do Divisor.
Mapa

Estado brasileiro situado no sudoeste da região Norte, o Acre tem sua economia baseada na extração de borracha e castanha, na pecuária e na agricultura, embora a indústria já responda por 17,4% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

É formado por 22 municípios, tem como divisa: Amazonas ao norte, Rondônia ao leste, Bolívia ao sudeste e Peru ao sul e oeste. Ocupa uma área de 153.149 km2, que representa 1,79% do território nacional. As maiores cidades são Rio Branco (a capital, com 253.059 habitantes), Cruzeiro do Sul (67.441 habitantes), Sena Madureira (29.420 habitantes), Feijó (26.722 habitantes) e Tarauacá (26.022 habitantes), segundo dados do Censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O Acre ganhou destaque na imprensa internacional na década de 1980, quando a cidade de Xapuri (188 km a sudoeste da capital Rio Branco), localizada a sudeste do território, assistiu ao assassinato do seringueiro Chico Mendes. Em 22 de dezembro de 1988, Darci Alves Pereira, filho de Darly Alves da Silva, latifundiário e dono de 30 mil hectares de terras na região, matou o seringueiro para frear sua ascensão no cenário internacional e abortar a luta dos seringueiros do Acre em prol da exploração sustentável da floresta. Um ano antes, Chico Mendes havia recebido o Prêmio Global 500 da Organização das Nações Unidas (ONU), por ter-se tornado um símbolo universal da defesa do ambiente.

O Acre tem uma culinária original e variada, oriunda da miscigenação entre índios e nordestinos, atraídos ao Estado, no séc. XIX, pela indústria extrativista da borracha. A gastronomia local mistura carne de sol, pescados e tem no molho do tucupi uma iguaria particular.

O Acre é o único estado da federação cujo fuso horário é de duas horas a menos em relação ao horário de Brasília. Está situado no quinto fuso em relação ao Meridiano de Greenwich. Sua taxa de mortalidade infantil é a maior da região Norte: 44,2 a cada mil nascidos vivos.

GEOGRAFIA

Relevo. A Serra da Moa, no Parque Nacional da Serra do Divisor, é o ponto extremo do oeste do país, na fronteira com o Peru. O planalto, com altitude média de 200 m, domina grande parte do Acre. O índice pluviométrico oscila entre 2.000 e 2.500 mm por ano, com um período bem-definido (de maio a agosto) de estiagem.

Vegetação. O parque nacional abriga a maior variedade de palmeiras do mundo. Essa riquíssima e diversificada vegetação é formada pela Floresta Amazônica, onde se encontram em abundância seringueiras, cauchos, castanheiras, madeiras de lei e diversos tipos de palmeiras e lianas.

Fachada principal do Palácio do Governo na cidade de Rio Branco, capital do Acre.

HISTÓRIA

O Acre pertenceu à Bolívia até o início do séc. XX. No fim do séc. XIX, muitos nordestinos, sobretudo cearenses, migraram para o Estado, fugindo da seca e atraídos pela exploração dos seringais. Essa realidade tornou a situação conflituosa: enquanto oficialmente o território era boliviano, na prática os colonos brasileiros reivindicavam a área, gerando sérios conflitos. Em 1899, os bolivianos tentaram assegurar o controle do território, mas os brasileiros se revoltaram. Liderados por José Plácido de Castro, estes iniciaram uma revolta armada visando anexar o território ao Brasil. Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis entre Brasil, Bolívia e Peru (também interessado em uma pequena parte do território), o Brasil ganhou a posse definitiva da região, em troca de parte das terras de Mato Grosso, mais o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e o compromisso de construir a estrada de ferro Madeira–Mamoré. O decreto do presidente Rodrigues Alves, em 1904, integrou o Acre ao Brasil como território dividido em três regiões: Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá, com prefeitos nomeados pelo governo federal. Em 1920, o território foi unificado e, em 15 de junho de 1962, o presidente João Goulart sancionou a lei que elevou o território à categoria de estado. Nessa data, o Acre possuía pouco mais de 200 mil habitantes. Com o chamado milagre brasileiro (crescimento acelerado da economia na década de 1970), o estado passou a receber investimentos, além de migrantes de várias regiões brasileiras, mas a economia permaneceu basicamente extrativista.

ECONOMIA

O Acre é o maior produtor de castanha-do-pará (cerca de 10 mil t) e de borracha (2,7 mil t) do país. A borracha é extraída principalmente das seringueiras encontradas nas bacias dos rios Purus, Juruá e Madeira. Na pecuária, destaca-se o rebanho bovino, seguido pelos de suínos e de ovinos. A atividade industrial está voltada para a produção de alimentos, de móveis, de cerâmica e para o beneficiamento de madeira. O único distrito industrial do estado fica na capital, Rio Branco.

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