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AMAZONAS
O estado em resumo
Sigla: AM.
Habitante: amazonense.
NO de habitantes: 2,8 milhões.
Densidade demográfica (2000): 1,8 hab./km2.
População urbana (2000): 74,8%.
NO de eleitores (2002): 1,5 milhão.
Localização: no centro da Região Norte.
Área: 1.577.820 km2.
Relevo: planalto na maior parte do estado e planície próxima ao rio Amazonas. Conhecido como
relevo de peneplanícies.
Rios principais: Amazonas, Solimões, Juruá, Negro e Purus.
NO de municípios: 62.
Governador: Eduardo Braga (PPS), eleito em outubro de 2002.
Capital: Manaus.
Habitante da capital: manauara ou manauense.
Data de fundação de Manaus: 24 de outubro de 1848.
Cidades principais: Manaus (1.405.835 hab.), Parintins (90.150 hab.), Manacaparu (73.695 hab.),
Itacoatiara (72.105 hab.) e Coari (67.096 hab.).
IDH (2002): 0,775.
Renda per capita (1999): 2.350 dólares.
PIB per capita (1999): 5.577 reais.
Analfabetismo (2000): 15,3%.
Mortalidade infantil (1999): 31,8 a cada mil nascidos vivos.
Médicos (2001): 7,8 a cada
10 mil habitantes.
Extensão da telefonia: fixa: 4,7 mil; móvel: 2,6 mil.
Participação no PIB nacional (1999): 1,6%.
Distribuição do PIB estadual (1999): agropecuária (6,7%); indústria (41%) e serviços (53,5%).
Parques nacionais: Amazônia, Jaú e Pico da Neblina.
Mapa
Teatro Amazonas, em Manaus, símbolo da riqueza gerada no período áureo da borracha.

Maior estado brasileiro, situa-se na região Norte, limitando-se com Pará ao leste; Mato Grosso, Rondônia e Acre, ao sul; Peru e Colômbia, a oeste; e Venezuela e Roraima, ao norte. É dividido em 62 municípios, dos quais os mais populosos, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000, são Manaus (1,4 milhão de habitantes), Parintins (90.150 habitantes), Manacapuru (73.695 habitantes), Itacoatiara (72.105 habitantes) e Coari (67.096 habitantes). A população total do estado é de 2,8 milhões de habitantes. Na capital, Manaus, concentra-se metade deles. Em 1999, o Produto Interno Bruto (PIB) estadual correspondia a 1,6% do PIB brasileiro.

Essencialmente indígena, a culinária amazonense mistura influências portuguesa, africana e nordestina. Baseia-se na diversidade de pescados encontrados nos rios da região e o prato típico regional é a caldeirada, que mistura a carne do tucunaré ao molho de pimenta murupi e à farinha do uarini. Várias outras espécies de peixe – pirarucu, chamado bacalhau amazonense, tambaqui e jaraqui – não faltam à mesa dos amazonenses.

GEOGRAFIA

Relevo. O Amazonas é cortado pela linha do Equador. Sua bacia hidrográfica abrange o rio Amazonas, com extensão de 3.108 km em território brasileiro, e os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo, Mariuá e Anavilhanas. Na região também se encontram os picos da Neblina, com 3.014 m, e 31 de Março, com 2.992 m, os dois pontos mais elevados do Brasil.

Com área de 1.577.820 km2, o Amazonas ocupa 18,5% do território brasileiro, o que representa quase três vezes a área da França e quatro vezes e meia a da Alemanha.

O relevo amazonense é formado na maior parte por baixadas com no máximo 100 m de altura, também chamadas de depressões da Amazônia Ocidental, onde são abundantes as várzeas inundadas.

Ao norte do estado, aparecem as escarpas cristalinas do planalto das Guianas, que se elevam gradativamente até a altura máxima alcançada pelo pico da Neblina. A planície do rio Amazonas atravessa o estado de leste a oeste. Uma pequena porção a nordeste é caracterizada pelo planalto da Amazônia Oriental.

O clima é equatorial.

Vegetação. A Floresta Amazônica tem sido vítima de ação predatória indiscriminada. Somente no ano de 1999, foram destruídos 29.000 km2 (área maior que a do estado de Alagoas) apenas em território amazonense. O desmatamento é atribuído, em grande parte, às madeireiras asiáticas instaladas na região, embora a legislação sobre exploração sustentada também seja desrespeitada pelos brasileiros e, entre eles, pelos próprios indígenas, que lucram com a exportação de madeira. Outro problema é a dificuldade de realizar um controle efetivo nas fronteiras, devido às grandes distâncias e à extensão do território. A preocupação é ainda maior na fronteira com a Colômbia, onde impera o tráfico de drogas.

Devido à riqueza de sua biodiversidade, a Floresta Amazônica é objeto de cobiça internacional, principalmente de grandes laboratórios químico-farmacêuticos interessados em patentear espécies da fauna e da flora amazonenses. O presidente dos EUA, George W. Bush, na campanha presidencial que o elegeu em 2000, chegou a sugerir que o Brasil pagasse sua dívida externa com porções do território amazônico.

Palafitas, habitações típicas das regiões
ribeirinhas do estado do Amazonas.

HISTÓRIA

A colonização da Amazônia foi iniciada entre os anos de 1580 e 1640, época da unificação das Coroas ibéricas (Portugal e Espanha). Devido ao Tratado de Tordesilhas, que garantia à Espanha a posse da região amazônica, os espanhóis Francisco de Orellana (1542) e Pedro de Ursua (1561) foram os primeiros exploradores da região.

Em 1637, Pedro Teixeira, que havia tomado posse da região em nome da Coroa portuguesa, partiu em expedição à foz do rio Amazonas. Nessa época, os portugueses expulsaram exploradores holandeses, franceses e ingleses. Mas a conquista do território e o estabelecimento de povoados eram dificultados pelas condições hostis da floresta. Com o fim da União Ibérica (1640), a colonização da região amazônica foi legada aos portugueses pelos espanhóis.

Desde então, e com regularidade, tropas invadiam a região, capturavam índios para escravizá-los ou simplesmente os matavam. Há divergências sobre o papel dos religiosos. Para alguns historiadores, os missionários jesuítas, na tentativa de salvá-los, erguiam missões onde os nativos plantavam tabaco e café, além de colherem produtos abundantes na terra, como cacau, canela e cravo, as chamadas drogas do sertão. Para outros, os religiosos cumpriam a função pragmática determinada pelas tropas de resgate, convertendo-os ao Cristianismo, pacificando assim os de boa-fé ou submetendo-os à ira dos colonizadores.

Anavilhanas, maior arquipélago fluvial do mundo, formado por 400 ilhas e centenas de lagos e igapós.

Fundação de Manaus. Os primórdios da cidade de Manaus remontam ao forte de São José da Barra do Rio Negro, construído entre 1669 e 1671 para resistir a eventuais tentativas de invasão de holandeses e espanhóis. O capitão Francisco da Mota Falcão, incumbido da tarefa, ergueu o forte na confluência dos rios Amazonas e Negro. Ali surgiu o povoamento de Lugar da Barra, mais tarde Barra do Rio Negro, que viria a ser a capital Manaus.

O Tratado de Madri, de 1750, tornou definitiva a posse do território pelos portugueses, transformando em capitania de São José do Rio Negro, subordinada à capitania do Pará.

Na segunda metade do séc. XVIII, introduziram-se a criação de gado e pequenas fábricas de tijolos. Em 5 de setembro de 1850, foi criada a Província do Amazonas pela lei imperial nº 1.592, sancionada por Dom Pedro II. Em 1856, a Barra do Rio Negro teve seu nome mudado oficialmente para Manaus.

Ciclo da borracha. A abertura dos portos da Amazônia a navios estrangeiros, em 1866, e principalmente o início do ciclo da borracha, no final do séc. XIX, impulsionaram o crescimento do Estado. O Teatro Amazonas foi construído nessa época.

O estado, porém, começou a decair quando as colônias inglesas e holandesas no Oriente passaram a produzir borracha com mais eficiência e competitividade.

Rodovias e Zona Franca. O governo federal só deu sinais de romper o isolamento da região ao construir a rodovia Belém–Brasília, no final dos anos de 1950. Com a criação da Zona Franca de Manaus, em 1967, e do Programa de Pólos Agropecuários e Minerais da Amazônia (Polamazonia), em 1974, o estado retomou o crescimento. A colonização, paralelamente à devastação, expandiu-se enormemente. A população de Manaus aumentou de 300 mil habitantes em 1970 para 1,4 milhão em 2000.

ECONOMIA

A economia do Amazonas entrou na agenda nacional a partir do final do séc. XIX, com a valorização da borracha – industrializada a partir do látex da seringueira – no mercado internacional. A Zona Franca de Manaus, criada para incrementar a industrialização com incentivos fiscais, gerou a instalação do pólo industrial de eletroeletrônicos, movimentando a economia. Esse segmento da indústria é o mais importante do Amazonas, representando cerca de 40% do total do pólo industrial.

A indústria madeireira tem decaído nos últimos anos, enquanto a agricultura e a pecuária não possuem relevância econômica. O extrativismo da castanha-do-pará, a piaçava, a madeira e a borracha são importantes na subsistência da população amazonense.

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