Maior estado brasileiro, situa-se na região Norte, limitando-se com Pará ao leste; Mato Grosso, Rondônia e Acre, ao sul; Peru e Colômbia, a oeste; e Venezuela e Roraima, ao norte. É dividido em 62 municípios, dos quais os mais populosos, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000, são Manaus (1,4 milhão de habitantes), Parintins (90.150 habitantes), Manacapuru (73.695 habitantes), Itacoatiara (72.105 habitantes) e Coari (67.096 habitantes). A população total do estado é de 2,8 milhões de habitantes. Na capital, Manaus, concentra-se metade deles. Em 1999, o Produto Interno Bruto (PIB) estadual correspondia a 1,6% do PIB brasileiro.
Essencialmente indígena, a culinária amazonense mistura influências portuguesa, africana e nordestina. Baseia-se na diversidade de pescados encontrados nos rios da região e o prato típico regional é a caldeirada, que mistura a carne do tucunaré ao molho de pimenta murupi e à farinha do uarini. Várias outras espécies de peixe – pirarucu, chamado bacalhau amazonense, tambaqui e jaraqui – não faltam à mesa dos amazonenses.
GEOGRAFIA
Relevo. O Amazonas é cortado pela linha do Equador. Sua bacia hidrográfica abrange o rio Amazonas, com extensão de 3.108 km em território brasileiro, e os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo, Mariuá e Anavilhanas. Na região também se encontram os picos da Neblina, com 3.014 m, e 31 de Março, com 2.992 m, os dois pontos mais elevados do Brasil.
Com área de 1.577.820 km2, o Amazonas ocupa 18,5% do território brasileiro, o que representa quase três vezes a área da França e quatro vezes e meia a da Alemanha.
O relevo amazonense é formado na maior parte por baixadas com no máximo 100 m de altura, também chamadas de depressões da Amazônia Ocidental, onde são abundantes as várzeas inundadas.
Ao norte do estado, aparecem as escarpas cristalinas do planalto das Guianas, que se elevam gradativamente até a altura máxima alcançada pelo pico da Neblina. A planície do rio Amazonas atravessa o estado de leste a oeste. Uma pequena porção a nordeste é caracterizada pelo planalto da Amazônia Oriental.
O clima é equatorial.
Vegetação. A Floresta Amazônica tem sido vítima de ação predatória indiscriminada. Somente no ano de 1999, foram destruídos 29.000 km2 (área maior que a do estado de Alagoas) apenas em território amazonense. O desmatamento é atribuído, em grande parte, às madeireiras asiáticas instaladas na região, embora a legislação sobre exploração sustentada também seja desrespeitada pelos brasileiros e, entre eles, pelos próprios indígenas, que lucram com a exportação de madeira. Outro problema é a dificuldade de realizar um controle efetivo nas fronteiras, devido às grandes distâncias e à extensão do território. A preocupação é ainda maior na fronteira com a Colômbia, onde impera o tráfico de drogas.
Devido à riqueza de sua biodiversidade, a Floresta Amazônica é objeto de cobiça internacional, principalmente de grandes laboratórios químico-farmacêuticos interessados em patentear espécies da fauna e da flora amazonenses. O presidente dos EUA, George W. Bush, na campanha presidencial que o elegeu em 2000, chegou a sugerir que o Brasil pagasse sua dívida externa com porções do território amazônico. |