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O espaço é o ambiente em que situamos nossa intuição e nossas experiências. Nele percebemos várias curvas, sólidos e superfícies. Tocamos num objeto sentindo sua forma e seu volume. O campo da Matemática que estuda as figuras espaciais é denominado Geometria Espacial. Os poliedros são figuras espaciais limitadas por quatro ou mais polígonos chamados faces. As interseções das faces formam as arestas e as interseções das arestas formam vértices. 1. Posições das retas no espaço
2. Posições dos planos
Quando dois planos são secantes, eles dividem o espaço em quatro partes e cada uma delas chama-se diedro ou ângulo diédrico. Se os quatro ângulos diédricos forem iguais, os planos são perpendiculares entre si (Figura 2).
Pegue como exemplo uma pirâmide de base quadrada (Figura 3). Se pudéssemos elevar e baixar a ponta da pirâmide, obteríamos muitas pirâmides distintas com a mesma base e altura variável. Se a altura aumenta, o ângulo poliédrico do vértice diminui. Inversamente, se a altura diminui, o ângulo poliédrico do vértice aumenta. Mas ele nunca poderá chegar a 360°, pois a pirâmide se confundiria com a base.
Assim, podemos dizer que: a soma dos ângulos das faces de um ângulo poliédrico deve ser sempre menor que 360°. 3. O cubo
A área total da superfície de um cubo é obtida multiplicando-se por 6 a área de uma face, já que ele é formado de seis quadrados iguais. Se indicarmos o comprimento da aresta por a e a área da superfície do cubo por S, teremos:
Ao planificarmos um cubo, obtemos seis quadrados iguais. Veja a seguir como é simples construir um cubo de cartolina (Figura 5). O volume do cubo é obtido elevando-se à terceira potência o comprimento da aresta.
Se a aresta do cubo medir 1 metro, cada face terá 1 m2 de área e diremos que o cubo tem 1 m3 de volume. Se o lado do cubo medir 2 metros, dentro dele caberão oito cubos de 1 m3 cada (Figura 6). 4. Os paralelepípedos retângulo e oblíquo Já vimos esta forma geométrica diversas vezes. Um tijolo, uma caixa de sapatos e uma casa costumam ser paralelepípedos retângulos. As 12 arestas de um paralelepípedo retângulo não são todas iguais; encontramos três classes de comprimentos distintos.
Sendo a, b e h os comprimentos das arestas, tomaremos a e b como medidas da base e h como medida da aresta lateral que representa a altura (Figura 7). A área da superfície do paralelepípedo retângulo é a soma das áreas das suas seis faces. São duas faces retangulares de área aXb, duas de área aXh e duas de área bXh. Assim, a fórmula para seu cálculo será:
É o mesmo que multiplicar o perímetro da base pela altura e acrescentar a área das duas bases:
Onde p é o perímetro da base e A é a área de uma base.
Para calcular o volume de um paralelepípedo retângulo, tomamos um cubo de 1 m3 como unidade de medida. Este cabe cinco vezes em um lado da base e duas vezes no outro lado (Figura 8): O retângulo da base poderá ser decomposto em dez unidades e, em cima, podemos colocar outra camada igual: se a altura for de 3 metros, podemos colocar mais duas camadas de dez unidades. Portanto, teremos 30 cubos e o volume será V = 10 m3 X 3 = 30 m3; com o que deduzimos:
Mas a área da base (A) obtém-se multiplicando a X b. Então, o volume pode ser expresso como o produto das três dimensões:
Um paralelepípedo oblíquo é o poliedro que tem por faces seis paralelogramos, dois a dois iguais e paralelos (Figura 9): 5. O prisma As faces retangulares formam a superfície lateral do prisma. Os lados dessas faces que não pertencem à base são as arestas laterais. A altura é a distância entre as bases.
Quando o prisma é reto (Figura 10a), as arestas laterais são perpendiculares às bases e correspondem à sua altura. Um prisma oblíquo é obtido deslocando-se paralelamente uma das bases sobre o mesmo plano. A altura já não corresponderá às arestas laterais (Figura 10b).
A área da superfície lateral de um prisma reto é obtida multiplicando-se o perímetro da base pela altura. A área total da superfície de um prisma é obtida somando-se a área lateral e a área das duas bases (Figura 11).
onde p é o perímetro da base,
Do que foi visto até aqui, concluímos que:
6. A pirâmide
A pirâmide é um poliedro que tem por base um polígono qualquer e triângulos (faces laterais). Esses triângulos constituem a superfície lateral da pirâmide e os lados dos triângulos que não pertencem à base são as arestas laterais. A altura é a distância entre o vértice e o plano da base. Se o pé da altura estiver no centro do polígono da base, a pirâmide chama-se pirâmide reta (Figura 12a). Caso contrário, será uma pirâmide oblíqua (Figura 12b). Se, além disso, a base for um polígono regular, diz-se que se trata de uma pirâmide regular e suas faces laterais serão triângulos isósceles iguais. A área da superfície lateral de uma pirâmide regular é obtida multiplicando o perímetro da base pelo apótema e dividindo esse produto por 2 (Figura 12c).
Onde a é o apótema e p é o perímetro. A área total é obtida somando-se à área lateral, a área da base:
O volume de uma pirâmide é um terço do produto da área da base pela altura.
7. Poliedros regulares Só existem cinco tipos de poliedros regulares: o tetraedro, o octaedro, o icosaedro, o hexaedro ou o cubo e o dodecaedro. Esses poliedros são também conhecidos por poliedros de Platão. Se as faces do poliedro forem triângulos eqüiláteros, podemos verificar três casos:
Não podemos ir adiante, pois 6 faces X 60° = 360° e isto não é possível. Mas, de forma ordenada, obtivemos o tetraedro, o octaedro e o icosaedro (Figura 13, acima).
Por isso, só existe um poliedro regular com faces quadradas: o cubo ou hexaedro regular. Se as faces forem pentágonos regulares, só poderemos construir o dodecaedro com 12 pentágonos (Figura 14), pois cada ângulo de um pentágono regular mede 108° e com três pentágonos em um vértice teríamos 324°, menor que 360°.
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