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Como classificar e medir os corpos no espaço?
O espaço é o ambiente em que situamos nossa intuição e nossas experiências. Nele percebemos várias curvas, sólidos e superfícies. Tocamos num objeto sentindo sua forma e seu volume. O campo da Matemática que estuda as figuras espaciais é denominado Geometria Espacial. Os poliedros são figuras espaciais limitadas por quatro ou mais polígonos chamados faces. As interseções das faces formam as arestas e as interseções das arestas formam vértices.
1. Posições das retas no espaço
Duas retas no espaço podem ser:
| ' |
Coincidentes: são as retas que possuem todos os pontos em comum (Figura 1a); |
| ' |
Paralelas: são as retas que não têm ponto em comum, e são coplanares (Figura 1b); |
| ' |
Concorrentes: são as retas que se encontram em um único ponto (Figura 1c). |
| ' |
Reversas: retas que não são coplanares (Figura 1d). |
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| Figura 1a |
Figura 1b |
Figura 1c |
Figura 1d |
2. Posições dos planos
Dois planos no espaço podem ser:
| ' |
Paralelos: são planos coincidentes ou que não possuem ponto em comum; |
| ' |
Secantes: se tiverem uma única reta em comum. |
Ângulo diedro
Quando dois planos são secantes, eles dividem o espaço em quatro partes e cada uma delas chama-se diedro ou ângulo diédrico.
Se os quatro ângulos diédricos forem iguais, os planos são perpendiculares entre si (Figura 2).
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| Figura 2 |
Ângulo poliédrico
Pegue como exemplo uma pirâmide de base quadrada (Figura 3).
Se pudéssemos elevar e baixar a ponta da pirâmide, obteríamos muitas pirâmides distintas com a mesma base e altura variável.
Se a altura aumenta, o ângulo poliédrico do vértice diminui.
Inversamente, se a altura diminui, o ângulo poliédrico do vértice aumenta. Mas ele nunca poderá chegar a 360°, pois a pirâmide se confundiria com a base.
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| Figura 3 |
Assim, podemos dizer que: a soma dos ângulos das faces de um ângulo poliédrico deve ser sempre menor que 360°.
3. O cubo
O cubo é o poliedro convexo encontrado com mais freqüência. Os dados e as peças de alguns quebra-cabeças, por exemplo, têm forma cúbica. Também usamos como unidade de volume o metro cúbico.
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| Figura 4 |
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O cubo é um poliedro que tem por faces seis quadrados iguais. Tem oito vértices e 12 arestas (Figura 4).
A área total da superfície de um cubo é obtida multiplicando-se por 6 a área de uma face, já que ele é formado de seis quadrados iguais. Se indicarmos o comprimento da aresta por a e a área da superfície do cubo por S, teremos:
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| Figura 5 |
Ao planificarmos um cubo, obtemos seis quadrados iguais. Veja a seguir como é simples construir um cubo de cartolina (Figura 5).
O volume do cubo é obtido elevando-se à terceira potência o comprimento da aresta.
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| Figura 6 |
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Se a aresta do cubo medir 1 metro, cada face terá 1 m2 de área e diremos que o cubo tem 1 m3 de volume. Se o lado do cubo medir 2 metros, dentro dele caberão oito cubos de 1 m3 cada (Figura 6).
4. Os paralelepípedos retângulo e oblíquo
O paralelepípedo retângulo é um poliedro que tem por faces seis retângulos, dois a dois iguais e paralelos.
Já vimos esta forma geométrica diversas vezes. Um tijolo, uma caixa de sapatos e uma casa costumam ser paralelepípedos retângulos.
As 12 arestas de um paralelepípedo retângulo não são todas iguais; encontramos três classes de comprimentos distintos.
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| Figura 7 |
Sendo a, b e h os comprimentos das arestas, tomaremos a e b como medidas da base e h como medida da aresta lateral que representa a altura (Figura 7).
A área da superfície do paralelepípedo retângulo é a soma das áreas das suas seis faces.
São duas faces retangulares de área aXb, duas de área aXh e duas de área bXh.
Assim, a fórmula para seu cálculo será:
| S = 2ab + 2ah + 2bh = 2(ab + ah + bh) |
É o mesmo que multiplicar o perímetro da base pela altura e acrescentar a área das duas bases:
Onde p é o perímetro da base e A é a área de uma base.
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| Figura 8 |
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Para calcular o volume de um paralelepípedo retângulo, tomamos um cubo de 1 m3 como unidade de medida. Este cabe cinco vezes em um lado da base e duas vezes no outro lado (Figura 8):
O retângulo da base poderá ser decomposto em dez unidades e, em cima, podemos colocar outra camada igual: se a altura for de 3 metros, podemos colocar mais duas camadas de dez unidades.
Portanto, teremos 30 cubos e o volume será V = 10 m3 X 3 = 30 m3; com o que deduzimos:
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| Figura 9 |
Mas a área da base (A) obtém-se multiplicando a X b. Então, o volume pode ser expresso como o produto das três dimensões:
Um paralelepípedo oblíquo é o poliedro que tem por faces seis paralelogramos, dois a dois iguais e paralelos (Figura 9):
5. O prisma
O prisma reto é um poliedro que tem por bases dois polígonos quaisquer e por faces laterais, retângulos. Chama-se reto porque suas arestas são perpendiculares aos planos das bases. Um exemplo clássico dessa figura geométrica são os campanários das igrejas.
As faces retangulares formam a superfície lateral do prisma. Os lados dessas faces que não pertencem à base são as arestas laterais. A altura é a distância entre as bases.
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| Figura 10a |
Figura 10b |
Quando o prisma é reto (Figura 10a), as arestas laterais são perpendiculares às bases e correspondem à sua altura.
Um prisma oblíquo é obtido deslocando-se paralelamente uma das bases sobre o mesmo plano. A altura já não corresponderá às arestas laterais (Figura 10b).
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| Figura 11 |
A área da superfície lateral de um prisma reto é obtida multiplicando-se o perímetro da base pela altura. A área total da superfície de um prisma é obtida somando-se a área lateral e a área das duas bases (Figura 11).
onde p é o perímetro da base,
h é a altura e
A é a área da base.
Para lembrar:
| O volume do prisma é obtido multiplicando-se a área da base pela altura. |
Do que foi visto até aqui, concluímos que:
| ' |
O cubo e o paralelepípedo pertencem ao conjunto dos prismas. |
| ' |
O cubo é um paralelepípedo cujas faces são todas quadradas. |
| ' |
O paralelepípedo é um prisma cujas bases são paralelogramos. |
6. A pirâmide
A figura abaixo nos remete às pirâmides dos faraós egípcios, construídas a 2000 a.C. As estruturas piramidais são observadas também em alguns telhados de torres ou campanários e nas cúpulas de grandes edifícios, como nas do Museu do Louvre remodelado, em Paris.
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| Figura 12a |
Figura 12b |
Figura 12c |
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A pirâmide é um poliedro que tem por base um polígono qualquer e triângulos (faces laterais). Esses triângulos constituem a superfície lateral da pirâmide e os lados dos triângulos que não pertencem à base são as arestas laterais. A altura é a distância entre o vértice e o plano da base.
Se o pé da altura estiver no centro do polígono da base, a pirâmide chama-se pirâmide reta (Figura 12a). Caso contrário, será uma pirâmide oblíqua (Figura 12b).
Se, além disso, a base for um polígono regular, diz-se que se trata de uma pirâmide regular e suas faces laterais serão triângulos isósceles iguais.
A área da superfície lateral de uma pirâmide regular é obtida multiplicando o perímetro da base pelo apótema e dividindo esse produto por 2 (Figura 12c).
Onde a é o apótema e p é o perímetro.
A área total é obtida somando-se à área lateral, a área da base:
O volume de uma pirâmide é um terço do produto da área da base pela altura.
7. Poliedros regulares
Um poliedro é regular quando todas as suas faces são polígonos regulares e congruentes entre si e os ângulos poliédricos também são congruentes entre si.
Só existem cinco tipos de poliedros regulares: o tetraedro, o octaedro, o icosaedro, o hexaedro ou o cubo e o dodecaedro. Esses poliedros são também conhecidos por poliedros de Platão.
Se as faces do poliedro forem triângulos eqüiláteros, podemos verificar três casos:
| ' |
Ângulo poliédrico com três faces: 3 X 60° = 180°; |
| ' |
Ângulo poliédrico com quatro faces: 4 X 60° = 240°; |
| ' |
Ângulo poliédrico com cinco faces: 5 X 60° = 300°. |
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| Figura 13 |
Não podemos ir adiante, pois 6 faces X 60° = 360° e isto não é possível.
Mas, de forma ordenada, obtivemos o tetraedro, o octaedro e o icosaedro (Figura 13, acima).
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| Figura 14 |
Se as faces do poliedro forem quadradas, não podemos colocar mais do que três em um vértice, pois com quatro o resultado seria 360o.
Por isso, só existe um poliedro regular com faces quadradas: o cubo ou hexaedro regular.
Se as faces forem pentágonos regulares, só poderemos construir o dodecaedro com 12 pentágonos (Figura 14), pois cada ângulo de um pentágono regular mede 108° e com três pentágonos em um vértice teríamos 324°, menor que 360°.
EXERCÍCIOS
| 1. |
Calcular a aresta de um cubo de 64 m3 de volume. |
| 2. |
Determinar o volume de um cubo de 36 cm2 de base. |
| 3. |
Um recipiente tem a forma de um paralelepípedo retângulo, com as seguintes dimensões: 120 cm, 90 cm e 50 cm. Quantos litros cabem em seu interior? |
| 4. |
Procurar o volume de uma pirâmide reta de base quadrada, sabendo que a área de base é 64 cm2 e seu apótema mede 5 cm. |
| 5. |
Um ângulo poliédrico pode ter quatro faces de 90° cada? |
| 6. |
Um ângulo poliédrico pode ter três faces de 60° cada? Pode, ainda, ter quatro, cinco, seis ou sete faces? |
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