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Elementos radioativos - energia liberada

A Teoria da Relatividade Restrita, elaborada por Albert Einstein em 1905 e aprimorada até 1919, determinou a relação existente entre massa e energia, expressa na igualdade E = m·c2 (em que E é a energia; m, a massa e c, a velocidade da luz). Diante dessa teoria, massa e energia passaram a ser vistas como aspectos diferentes de uma mesma coisa. Portanto, essa teoria revela-se mais geral do que as leis de conservação da massa (de Lavoisier) e de conservação de energia (de Helmholtz). Foi com essa teoria que se pode explicar de onde provinha a energia liberada pelos elementos radiativos. Ela se faz à custa de uma diminuta perda de massa do núcleo atômico.

Se m for expresso em gramas (g), c será representado por 3·1010 cm/s (a velocidade da luz) e a energia em ergs, resulta:
E (erg) = 9.1020.m (gramas)
 
Para se obter a energia em calorias, o resultado deve ser dividido por 4,2·107, pois 1J (joule) = 107 erg e 1 cal = 4,2J.
 
Então, quando 1.000 gramas de urânio 235 sofrem a fissão, o decréscimo da massa é menor que 1 grama e pela equação acima este equivalente é pouco abaixo de 2,1·1013 cal. Cerca de 89 % dessa energia é liberada antes do primeiro segundo após a fissão, enquanto os outros 11 % são posteriormente liberados, na forma de radiação beta e gama, gerada pelos produtos radiativos da profissão.
 
 
 


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