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A economia na ditadura militar

Em 31 de março de 1970, o Conselho Monetário Nacional restabeleceu o nome de cruzeiro para a moeda do país.

Com a deposição de Goulart, em 1964, inaugurou-se um novo modelo de administração da economia. As decisões políticas concentraram-se nas mãos do Poder Executivo e os presidentes do período militar conseguiram implantar seu projeto econômico, ignorando as negociações democráticas. As primeiras decisões visavam estabilizar a moeda, reduzir o déficit do governo e modernizar o mercado financeiro.
 
Luta em busca do capital

Primeiro presidente militar, o marechal Humberto Castello Branco tentou atrair novos investimentos de capital para o país. De acordo com o modelo de 1964, o investimento do Estado na indústria pesada, como a siderúrgica e de bens de capital, transformaria o Brasil em uma potência gigante. A utilização da correção monetária surgiu para driblar a inflação e reduzir as perdas dos investidores. Com o Banco Nacional de Habitação (BNH), em 1965, a classe média era incluída no sistema de crédito, aumentando a receita federal. A criação da poupança obrigatória, ou poupança compulsória dos trabalhadores, por meio do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), em 1966, canalizava recursos para financiar os projetos do governo.
 
'Milagre Econômico'

O estouro de crescimento econômico, ocorrido entre 1968 e 1973, ficou conhecido como 'Milagre Econômico'. Mas, ao lado da euforia da classe média, que teve seu poder aquisitivo ampliado naquele momento, existia um outro país, que não era atingido por esse milagre.
 
'Milagre Econômico': as obras faraônicas, como a construção da ponte Rio­Niterói, no Rio de Janeiro, contrastavam com a escassez de verbas para os setores fundamentais, caso do ensino público.
 
A crise do petróleo

As medidas do governo militar, visando à autossuficiência econômica, esbarraram na alta crise do petróleo, em 1973, de dimensões mundiais. Mesmo assim, o presidente Ernesto Geisel (1974 a 1979) manteve seus projetos de desenvolvimento, elevando a dívida externa a patamares altíssimos. O governo de João Figueiredo, último presidente militar, iniciou um processo de recessão econômica que atingiu duramente o país, em especial os assalariados.
 


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