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Cidades douradas

Até a descoberta do ouro em Minas Gerais, a vida brasileira girava em torno do engenho de açúcar, uma sociedade totalmente rural. Do século XVIII em diante, porém, o panorama começou a mudar, já que a sociedade do ouro era essencialmente urbana.

Glossário

Mascate: vendedor ambulante.
A partir de 1711, fundaram-se as primeiras vilas, como Vila Rica, atual Ouro Preto. Tudo era novidade: as ruas pavimentadas com pedras; o casario; os armazéns dos mascates; as oficinas de alfaiates, ferreiros, carpinteiros, sapateiros e pedreiros; as igrejas ricas e grandiosas, que viviam lotadas.

Em Vila Rica, na segunda metade do século XVIII, viviam cerca de 30 mil pessoas, quando a média em outras cidades era de 2.000 a 3.000 habitantes. No fim do século XVIII, 600 mil pessoas moravam na região das minas – um quinto da população brasileira da época, que era de 3 milhões. Uma prova da importância da região foi a transferência da capital do Brasil, em 1763, de Salvador para o Rio de Janeiro – com 50 mil habitantes era a única cidade brasileira a superar Vila Rica em população.

Como as cidades mineradoras não produziam nada além de ouro, as regiões vizinhas começaram a se organizar para abastecê-las. São Paulo enviava feijão, milho e marmelada; o Sul mandava farinha de trigo, carne-seca, cavalos e mulas para o transporte; do Rio de Janeiro, embarcavam produtos manufaturados e importados de Portugal e os escravos da África; a Bahia respondia pelo gado para o abate. Em Minas Gerais, esses produtos alcançavam preços exorbitantes: se em Salvador um boi custava 4 mil-réis, nas cidades mineiras valia 96 mil-réis.
 
 
 
As ladeiras de Ouro Preto, antiga Vila Rica, hoje Patrimônio Cultural da Humanidade, guardam as lembranças do século do ouro. Poetas, inconfidentes, músicos, pintores e escultores deixaram suas marcas na cidade-símbolo do desenvolvimento urbano brasileiro


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