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O brilho cultural

O ouro possibilitou o florescimento da arte nas mais variadas expressões.
O destaque fica para as esculturas nos altares das igrejas mineiras, mas o metal também foi parar em objetos menores como esta medalha de Maria.
No século do ouro, surgiu um efervescente movimento nas letras, artes plásticas e música. Foi o momento cultural mais fértil de todo o período colonial.
Na literatura, desenvolveu-se a Escola Mineira, um grupo de intelectuais que tinham estudado na Europa e que se reuniam para ler poesia em animados saraus e discutir as ideias do Iluminismo francês. Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) e Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) foram dois expoentes das letras e participaram da Inconfidência Mineira.

Na música, apareceram as orquestras de câmara e os órgãos nas igrejas. Os músicos, na maioria mulatos, eram muito prestigiados e estavam sempre presentes às festas oficiais e religiosas. Os mineiros ouviam o que se executava na Europa: Haydn, Mozart, Boccherini e Haendel. O destaque brasileiro foi o compositor José Joaquim Emérico Lobo de Mesquita (1746-1805).

Nas artes plásticas, o maior pintor foi Manuel da Costa Athayde (1762-1830), que imprimiu o caráter brasileiro nos temas bíblicos – seus anjos eram mulatos e não loiros. Mas a grande estrela foi o escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814), cuja obra está eternizada nas igrejas mineiras.


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