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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A miséria dos seringueiros

Os seringueiros compravam nas vendas de seus patrões tudo de que precisavam e o valor era descontado do pagamento. Como os seringalistas determinavam o preço dos produtos, a dívida ficava sempre maior do que o salário.
 
Os seringueiros tornavam-se escravos por dívidas. Quanto mais trabalhavam para saldá-las, mais endividados ficavam.
 
Segundo o escritor Euclides da Cunha, autor de Os Sertões, a vida nos seringais era uma "criminosa organização do trabalho".
 
O paraíso ficava nos grandes centros

O dinheiro da borracha não melhorou a vida dos seringueiros, e também não foi investido em melhorias para as plantações. Foi gasto na construção de mansões e em festas e viagens. Manaus e Belém foram as cidades que mais prosperaram. A capital amazonense ganhou avenidas, luz elétrica, bondes, sistema de abastecimento de água, telefone, jardins, hipódromo e palácios.
 
Em 1896, foi inaugurado o símbolo máximo da riqueza resultante da borracha: o Teatro Amazonas. Construído apenas com material importado, em sua noite de abertura contou com a apresentação da Companhia Lírica Italiana.
 


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