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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A crise da borracha

Na época das cheias, as gigantes verdes da Amazônia ficam quase submersas.

Em 1876, o botânico inglês Alexander Wickham mandou clandestinamente 70 mil sementes de seringueiras para o Jardim Botânico de Londres. As mudas que vingaram foram levadas para as colônias inglesas e holandesas da Malásia, Cingapura e Indonésia, onde foram plantados 10 milhões de árvores. A partir de 1911, esses países entraram no mercado da borracha e desbancaram a produção brasileira, pois, além de a produção asiática ser maior, eles vendiam o produto a um preço inferior.
 
Em 1913, o Brasil exportou 39.370 toneladas e a Ásia, 47.618 toneladas. Em 1926, a borracha brasileira representava apenas 5% da produção mundial.
 
Com a concorrência asiática, as empresas que se haviam instalado em Belém e Manaus fecharam as portas e mudaram-se para as novas áreas produtivas. Sem diversificação dos investimentos, a economia na Amazônia estagnou-se, muitos negócios faliram e a miséria dos seringueiros aprofundou-se.


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