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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Uma ocupação desordenada

Apesar de tantos projetos, a ocupação desordenada tem provocado a perda de imensas áreas florestais. Além do desmatamento, os conflitos pela terra e a luta dos índios pela demarcação de seus territórios caracterizam a história contemporânea da região.
 
 
O desmatamento

A exploração indiscriminada de madeiras e as queimadas para transformar as matas em pastos interferiram muito no equilíbrio da Região Amazônica. Calcula-se que mais de 500 mil árvores são derrubadas todos os anos. Só o Projeto Jari desmatou 200 mil hectares de matas nativas. A mineração também agrava o quadro, provocando alterações climáticas que põem em risco o homem, os animais e a floresta, acentuando o efeito estufa.

O desenvolvimento auto-sustentado


A luta pela defesa da Floresta Amazônica resultou na criação, em 1989, da União dos Povos da Floresta. Seus representantes lutam pela demarcação das terras indígenas e pela formação de reservas extrativas. Propõem uma exploração racional da região, sem a destruição de seus recursos econômicos, o chamado "desenvolvimento auto-sustentado".

Nessa campanha destacou-se Chico Mendes, líder dos seringueiros, morto em dezembro de 1988, em Xapuri (AC), a mando de fazendeiros que se opunham à sua atuação.
 
Retrato da indigência: desde 1500 os índios brasileiros têm sido vítimas da fome, da violência e das doenças trazidas pelos brancos.
As lutas pela terra


Os grandes projetos agropecuários na Amazônia expulsaram posseiros, índios e garimpeiros da região e criaram áreas de disputa de terras, como o Bico do Papagaio, no extremo norte de Tocantins. O mesmo ocorre no sul do Pará, onde 19 membros do Movimento dos Sem-Terra, em 1996, foram mortos por policiais militares em Eldorado dos Carajás.


Pelo Código Civil, o índio não tem a propriedade da terra, mas a posse e o direito de usar o que nela houver: água, flora, fauna e minérios. A violência, a demora na demarcação das reservas indígenas e a condição jurídica precária têm tornado a lei letra morta.
 
Enquanto isso...
As pressões internacionais pela preservação da Floresta Amazônica aumentam ano a ano e partem, principalmente, de organizações não-governamentais (ONGs). Entretanto, boa parte dessas ONGs está sediada nos países que mais contribuem para a devastação da Região Amazônica. Só a Europa é responsável pelo comércio de 40% do volume mundial de madeiras tropicais.


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