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Indústria no Império

Saiba mais sobre a Indústria no Império
A siderurgia teve início em Minas Gerais nas primeiras décadas do século XIX. O marco da exploração e transformação do ferro foi a criação da Fábrica Patriótica ou Forja do Prata, em 1811, em Congonhas do Campo, dirigida pelo barão alemão Wilhelm Ludwig von Eschwege (1777 a 1855). O auge de sua produção deu-se em 1880. As fundições de ferro espalharam-se pela província, instalando-se em Minas Novas, Conceição, Itabira, Caeté, Santa Bárbara, Ubá e Patrocínio, entre outras cidades.

Vista geral de Poços de Caldas, estância hidromineral conhecida por sua produção de requeijão, em foto de 1929; no detalhe, casal de adolescentes no início do século XX.


As grandes siderúrgicas

A siderurgia tornou-se uma indústria tradicional em Minas Gerais. Empresas estatais ligadas à mineração de ferro e à produção de aço foram instaladas no Estado. A Companhia Vale do Rio Doce (privatizada em 1997), a Usiminas (privatizada em 1991) e a Companhia Aços Especiais Itabira (Acesita, privatizada em 1992) forneceram matérias-primas para as indústrias de bens de consumo, atraindo outras empresas para o Estado.

Em 1976, foi inaugurada a fábrica da Fiat em Betim, a segunda maior montadora de automóveis do país. Em 1995, a Usiminas fornecia 65% das chapas utilizadas nos estaleiros e 58% do aço das montadoras do Brasil.

Novas experiências urbanas
Igreja São Francisco de Assis, no Conjunto da Pampulha, de Oscar Niemeyer, que projetou a arrojada arquitetura brasileira em todo o mundo.

Até o final do século XIX, a cidade de Ouro Preto era a capital de Minas Gerais. A nova capital, Belo Horizonte, foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897, com o nome de Cidade de Minas. Construída sobre a antiga localidade de Curral del Rey, ganhou o nome de Belo Horizonte em 1890. Berço do Barroco, Minas Gerais também participou das primeiras experiências modernistas na arquitetura, com a construção do Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, durante a gestão de Juscelino Kubitschek na prefeitura (1940 a 1945).
 
Enquanto isso...
Embora o ouro do Brasil fosse levado para Portugal em grande quantidade, isso não determinou o crescimento da economia daquele país, como aconteceu no Brasil. Mais preocupados com o luxo do que com a produção, os reis de Portugal investiram dinheiro em obras de necessidade duvidosa. O melhor exemplo foi a construção do Convento de Mafra. Iniciado em 1716, o convento era o pagamento de uma promessa de D. João V pelo nascimento de sua filha. A obra arrastou-se por 19 anos e custou o equivalente a 20 anos de arrecadação do ouro brasileiro, ou 140 toneladas. Em 1729, ano de ritmo mais intenso das obras, 40 mil pessoas trabalhavam ali, alojadas em 2 mil casas de madeira e auxiliadas por 12 mil bois e 3 mil cavalos. Para os acabamentos, o rei também não poupou: chegavam sinos holandeses e italianos, madeiras nobres de toda a Europa, milhares de metros de brocados, objetos de cobre e roupas de algodão para todos os criados


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