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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Incentivo à imigração dirigida

Casal de italianos: esses imigrantes impulsionaram a agricultura e a indústria.
Após a Independência (1822), o governo brasileiro incentivou novamente a vinda de europeus, doando-lhes terras e pagando suas despesas de viagem. Visava "clarear" a população, pois acreditava-se que o atraso brasileiro devia-se à maioria negra do país. Outro objetivo era povoar o território, principalmente o Sul. Com a proibição do tráfico negreiro (1850) e a expansão da lavoura cafeeira, a imigração adquiriu ainda outro caráter: substituir a mão de obra escrava pelo trabalho dos imigrantes. Muitos deles tornaram-se empregados nas fazendas. Os que ganharam pedaços de terra se tornaram pequenos proprietários rurais.

Os alemães

Com o início da imigração dirigida, as primeiras levas de estrangeiros a chegar ao Brasil foram de alemães. Um grupo de 43 pessoas desembarcou no Rio Grande do Sul, em 24 de julho de 1824, seguido por outro grupo de 81 pessoas, em novembro do mesmo ano. Em Santa Catarina, o primeiro contingente alemão chegou em 1829 e, no Paraná, em 1830.

Eles trabalharam na agricultura e no artesanato e fundaram cidades como São Leopoldo (1824), Joinville (1849) e Blumenau (1850).



Os poloneses

Antiga estação ferroviária em Canela, no Rio Grande do Sul, hoje uma atração turística.
A imigração desse povo começou em 1869, quando o polonês Sebastian Wós, mais conhecido como "Edmundo Saporski", chegou a Blumenau e convidou outras 32 famílias de poloneses a cultivar terras sem dono do Sul do Brasil. Mas foi no Paraná que os poloneses se concentraram. Do 1,2 milhão de descendentes de poloneses que vivem no Sul do Brasil, cerca de 800 mil estão nesse Estado. Os poloneses introduziram a carroça de quatro rodas, trouxeram a cultura do trigo-sarraceno (escuro) e da cevada e incrementaram o plantio da batata-inglesa.

Os italianos

Os primeiros imigrantes italianos desembarcaram no Brasil em 1874 e dirigiram-se para Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e para o interior de São Paulo, do Paraná e do Espírito Santo. Trouxeram tecnologia mais avançada do que a dos alemães e, além da agricultura, lidaram principalmente com metal. Também plantaram uva para a produção de vinho.

Barreiras superadas

As dificuldades enfrentadas pelos imigrantes italianos eram imensas. Além do entrave do idioma, precisavam abrir clareiras nas matas para construir suas casas e cuidar de suas plantações, muitas vezes tendo de enfrentar índios hostis. Esses colonos criaram importantes centros de produção agrícola diversificada. Mas, no início, não encontraram um mercado consumidor regular para vender essas mercadorias.


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