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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

As guerras internas

Se os confrontos com os espanhóis foram constantes entre os séculos XVII e XIX, os conflitos internos também aconteceram com frequência até as primeiras décadas do século XX. Foram guerras longas, que deixaram enormes rastros de sangue ao longo do território sulino.

Guerra dos Farrapos

A Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos, durou de 1835 a 1845 e foi a maior revolta ocorrida no Brasil durante a Regência. Os gaúchos estavam revoltados com os altos impostos que o governo cobrava sobre o charque, enquanto a carne-seca vinda da Argentina e do Uruguai não sofria taxação. Além disso, não concordavam com o fato de os presidentes das Províncias serem escolhidos pelo Poder Central. Liderados pelo estancieiro Bento Gonçalves da Silva – deputado federalista e coronel das milícias –, os gaúchos pegaram em armas e proclamaram a independência do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A guerra só terminou quando foi firmado um acordo de paz.
 
 
Sob a liderança do coronel Bento Gonçalves, no destaque, os farrapos lutaram pela independência do Rio Grande do Sul.

Revolução Federalista

Autoritário e centralizador, o presidente da Província gaúcha, Júlio de Castilhos, perseguia seus opositores políticos, os "federalistas" ou "maragatos". Em fevereiro de 1893, os "chimangos" ou "maragatos" reagiram, atacando os aliados de Castilhos, os "pica-paus". Os conflitos chegaram até o Paraná e Santa Catarina e as batalhas só terminaram em julho de 1895.

A Guerra do Contestado

A Guerra do Contestado durou quatro anos, de 1912 a 1916, e provocou a morte de 20 mil trabalhadores pobres que residiam na região – uma faixa de terra rica em erva-mate e madeira, situada entre Santa Catarina e Paraná, que estava sendo judicialmente disputada pelos Estados. Os conflitos começaram quando duas empresas norte-americanas instalaram-se na região e expulsaram os posseiros para especular a terra. Um líder religioso, o "monge" José Maria, arrebanhou esses moradores, que passaram a segui-lo em número cada vez maior. Pregando paz e igualdade social, o movimento alastrou-se, mas tropas governamentais mataram os seguidores do monge.

A Revolução de 1923

A Constituição gaúcha não estipulava limites para a reeleição do chefe do Executivo estadual e, por isso, no dia 23 de janeiro de 1923, o republicano Borges de Medeiros preparava-se para ser empossado pela quinta vez como presidente do Estado. Os opositores de Medeiros alegaram que sua eleição fora fraudulenta e tentaram anulá-la. Como não conseguiram, pegaram em armas. As lutas estenderam-se até dezembro, quando foi assinado um tratado de paz.



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