Nos últimos anos, em cidades colonizadas por imigrantes, como São Leopoldo, Novo Hamburgo, Blumenau, Joinville e Itajaí, surgiram fábricas de porte médio atuando em diversos segmentos, como metalurgia, tecelagem, indústria química e cerâmica, entre outros. Todas têm em comum o fato de terem surgido da expansão de uma atividade artesanal familiar. Incentivos fiscais Nas últimas décadas, muitas empresas nacionais e multinacionais instalaram-se no Sul, atraídas por incentivos fiscais. Desde os anos de 1990, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vêm diversificando suas economias. Indústrias pesadas, têxteis, de cerâmica e de couro estão espalhadas pela região. Os Estados pretendem aproveitar o Mercosul para aumentar suas exportações aos países vizinhos.
Hoje, o Sul tem a segunda maior participação em exportações para o Mercosul, perdendo apenas para o Sudeste.
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Bóias-frias e sem-terraA tendência de absorção das pequenas propriedades pelas grandes tem aumentado, principalmente no Paraná. Nesse Estado, só entre 1970 e 1980, cerca de 100 mil propriedades com menos de 20 hectares desapareceram, provocando a migração de 1 milhão de lavradores para o Paraguai ou para o Norte do Brasil. Dois fatores contribuíram para esse fenômeno na região: a geada negra, de 1975, e a substituição das lavouras de café e de algodão por plantações mecanizadas de trigo e soja, além da implantação de pastos em grande escala. Cerca de 500 mil trabalhadores rurais tornaram-se boias-frias.
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