Busca  
  História regional   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Novos braços para o Brasil

Carregadores de café no porto de Santos, no início do século XX.
Em 1850, a Lei Eusébio de Queiroz proibiu o tráfico negreiro. Com o preço dos escravos subindo, os produtores foram obrigados a encontrar alternativas mais baratas. A solução foi atrair o imigrante europeu. Mais tarde, foi possível contar com subsídios do governo para tornar a imigração mais atraente. O capital que ficou disponível aos produtores após a proibição do tráfico negreiro auxiliou a vinda dos colonos. Com o dinheiro da compra de cem escravos, o fazendeiro podia recrutar 1.666 imigrantes. Em 1871, o governo criou uma lei permitindo a emissão de apólices de até 600 contos de réis para ajudar a pagar a passagem e os gastos com a instalação das famílias imigrantes.

Italianos, portugueses e espanhóis
Operários da Light, na cidade de São Paulo, em 1939.

Até 1932, o estímulo à Os imigrantes chegam em massa trouxe cerca de 4,5 milhões de imigrantes ao país, 50% dos quais se fixaram em São Paulo, a maioria atraída pela lavoura do café. O maior grupo era o de italianos (577 mil entre 1875 e 1900), representando mais de um terço do total, seguidos por portugueses e espanhóis. O número de japoneses era expressivo, mas poucos se adaptaram ao trabalho nas fazendas, acabando por se destacar como pequenos produtores independentes.

Outros imigrantes

Os imigrantes sírio-libaneses e judeus, assim como os húngaros, lituanos e tchecos, concentraram-se nas cidades. Iniciando seus negócios como mascates na capital e no interior, estabeleceram-se mais tarde como comerciantes e industriais.


Anterior Início Próxima