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São Paulo cresce sem parar

Trincheira montada pelos paulistas na Revolução Constitucionalista para resistir às tropas do governo.
O crescimento econômico e populacional de São Paulo a partir de 1950 foi intenso. As migrações internas, do Nordeste do Brasil e de Minas Gerais, traziam mais 100 mil habitantes a cada ano, mesclando os sotaques estrangeiros com toques da cultura regional. Em 1954, São Paulo contava com uma população de 2,7 milhões de habitantes e era o maior parque industrial da América Latina.

A cidade incha

Com a imigração, os bairros surgiram sem planejamento e o sistema de transporte, que já era precário, começou a entrar em colapso. Em 1954, a cidade tinha 6 mil ruas e 170 mil automóveis. Os bairros mais populosos eram os operários. O Brás, por exemplo, já não tinha como abrigar o quase 1 milhão de trabalhadores das 21 mil fábricas existentes naquele ano.

Investimento urbano

Ao aumento demográfico somou-se um acelerado crescimento urbano: só em 1954 foram empregados 10 bilhões de cruzeiros em construções. Paralelamente a isso, os prefeitos que se seguiram passaram a investir na construção de grandes avenidas e viadutos, fundamentais para acomodar o grande número de automóveis e ônibus. Somente em 1974 foi inaugurado o metrô.

Com o crescimento chegam os problemas sociais

Transformando-se na capital industrial da América Latina, São Paulo foi, nos anos de 1960 e 1970, assumindo dimensões gigantescas, com todos os problemas comuns às metrópoles mundiais.

A vida na capital

Governar uma cidade do tamanho de São Paulo, com 16.339.158 habitantes na região metropolitana, segundo dados do IBGE de 1995, é um desafio constante. Entre todas as dificuldades que isso significa, destacam-se:

• A contínua desvalorização de áreas como o centro antigo, o bairro do Bixiga, o Bom Retiro, e a explosão imobiliária de novas fronteiras. 

• A numerosa imigração nordestina, atrás de melhores oportunidades de vida, que não é absorvida pela economia paulistana. 

•  A resistência da indústria a reduzir a poluição do ar e dos rios. 

• A ausência de uma política de transporte coletivo, o que tornou São Paulo uma cidade caótica para o tráfego rodoviário. 

• A crise da moradia, com um déficit considerável relativo às condições da população. 

• Os aumentos dos índices de criminalidade, levando a população a tomar medidas individuais para garantir a segurança.


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