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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Solução integrada

Barragem de Porto Góes, em Salto de Itu: o Tietê é um lixão a céu aberto.
O primeiro projeto de despoluição do Tietê é de Plínio Queiroz e data de 1927. Consistia em lançar os esgotos de São Paulo Serra do Mar abaixo, através de emissários, e, ao mesmo tempo, aproveitar o potencial hidrelétrico do rio para gerar energia; A ele muitos outros se sucederam sem que nenhuma iniciativa concreta fosse adotada. No ano de 1971, o projeto "Solução integrada" visava orientar os esgotos para algumas lagoas no Vale do rio Juqueri - região afastada da cidade e dela separada pela Serra da Cantareira - e ali tratá-los. Iniciado pelo governador Laudo Natel no início dos anos de 1970, foi abandonado por Paulo Egídio Martins, que o substituiu pelo Sanegran, para dar prioridade ao saneamento e não à geração de energia. Sob pressão popular, o Sanegran foi descartado em 1983, depois de ter consumido mais de 100 bilhões de cruzeiros. O governo Montoro, por sua vez, decidiu aproveitar o projeto parcialmente encaminhado, já que se havia gasto tanto.

Projeto Tietê

O mais recente projeto de despoluição do Tietê data de 1990 e visa aliviá-lo de cerca de 1.300 toneladas de resíduos industriais e domésticos. O primeiro foco foram as indústrias que passaram a ser assiduamente fiscalizadas e multadas. No início de 2002, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo iniciou um processo de despoluição do rio por meio de flotação - técnica já utilizada na despoluição do lago do Parque do Ibirapuera, por exemplo. Por esse processo, a sujeira da água é agregada em flocos, a partir de reações com agentes químicos coagulantes.
Contudo, em 2006, os níveis de poluição voltaram aos altos índices do início da década de 1990, já que o tratamento de esgoto não foi implementado em sua totalidade.


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