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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Militar e explorador

Filho de mestiços, Cândido Mariano da Silva Rondon nasce em Mimoso, vila perto de Cuiabá (MT). Em 1881, muda-se para o Rio de Janeiro, disposto a continuar os estudos. Matricula-se na Escola Militar. Sete anos depois, já promovido a alferes-aluno, é transferido para a Escola Superior de Guerra. É aluno de Benjamin Constant, um dos maiores divulgadores do positivismo no Brasil e autor da divisa "Ordem e Progresso". Torna-se adepto dos ideais republicanos. Após a proclamação da República em 1889, começa sua carreira de explorador, como assistente da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas.

As primeiras expedições
  

Leia trechos do texto de Rondon sobre a expedição de descoberta do rio Jurema

Entre 1900 e 1906, foram construídos 1.746 km de linha e 17 estações telegráficas. A expedição fez o reconhecimento de mais de 4.000 km de território e realizou uma classificação inédita da flora e da fauna mato-grossenses. As primeiras expedições sob comando de Rondon aconteceram de 1907 a 1915. Iniciadas no sul de Mato Grosso, chegaram até o território de Guaporé (atual Rondônia), percorrendo o extremo oeste do Amazonas (atual Acre). Instalaram 4.500 km de linhas, 55 estações telegráficas e mapearam 12 novos rios.

Indigenista pioneiro
 
Ainda em 1892, como chefe do Distrito Telegráfico de Mato Grosso, Rondon estabeleceu relações pacíficas com os bororos. Em 1906, entrou em contato com os nhambiquaras, tidos como ferozes e antropófagos. Em reconhecimento a seu trabalho de contato com as tribos indígenas, foi nomeado primeiro-diretor do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), instituição criada pelo presidente Nilo Peçanha em 1910.

Você sabia?

Pilotando um Ford, Rondom percorreu 1.140 quilômetros, de Cáceres a Cuiabá, no AMto Grosso, entre 1927 e 1928. Foi a mais longa viagem de automóvel realizado no Brasil até então.


A expedição de Roosevelt
    
Theodore Roosevelt, à esquerda do marco. Rondon, à direita, com o filho do ex-presidente americano a seu lado.
No dia 12 de dezembro de 1913, o ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt e Rondon partem para uma expedição na região do Amazonas. Para Rondon, mais uma missão de reconhecimento de novos territórios para o governo brasileiro. Para Roosevelt, a oportunidade de recolher material para escrever um livro sobre a fauna e a flora locais. A viagem foi repleta de dificuldades e fatos curiosos. Entre eles, um ataque de formigas que devoraram, entre outras coisas, a cueca de Roosevelt. O ex-presidente sofre com ferimentos e febres altas. Após o fim da aventura, comenta: "É incrível a quantidade de insetos que mordem, picam, devoram, depositam bernes [...]. O mito da benfazeja natureza não pode ser aplicado à crueldade da vida nos trópicos".


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